quinta-feira, 20 de setembro de 2018

8 benefícios do mamão para a saúde

O mamão é uma fruta adorada pelos brasileiros. Muito saudável, a versão papaia é, além de saborosa, rica em antioxidantes, que ajudam a reduzir a inflamação, radicais livres e combater doenças.

Segundo o médico e fisioterapeuta Juliano Pimentel, autor do livro "Viva Melhor Sem Glúten", esta fruta apresenta oito ótimos benefícios para a saúde:

1. Rico em nutrientes

Um mamão pequeno (152 gramas) contém apenas 59 calorias, 15 g de carboidratos, 3 g de fibras, 1 g de proteína, vitamina C, A, B9 (folato, ou ácido fólico), B1, B3, B5, E e K, potássio, cálcio, magnésio, caretonóides (antioxidantes), principalmente licopeno.

2. Efeitos antioxidantes

A fruta ajuda no combate aos radicais livres, que podem causar doenças quando o corpo entra em estresse oxidativo.

3. Propriedades Anti-Cancerígenas

Também graças ao licopeno, o mamão pode atuar no combate ao câncer, especialmente em células do câncer de mama.

4. Ajuda a prevenir doenças cardíacas

Os antioxidantes da fruta podem proteger o coração e aumentar os efeitos do HDL, o chamado colesterol bom.

5. Combate a inflamação crônica

A inflamação crônica pode originar muitas doenças e certas frutas podem ajudar a combatê-la, como é o caso do mamão.

6. Melhora a digestão

A papaína, enzima encontrada na fruta, pode ajudar no processo da digestão. A fruta é uma excelente aliada na constipação e outros sintomas da síndrome do intestino irritável. Já as sementes, folhas e raízes são eficazes no tratamento de úlceras.

7. Protege contra danos na pele

Graças à vitamina C e ao licopeno, os sinais de envelhecimento podem ser combatidos através da fruta.

8. Versátil

O mamão pode ser consumido puro, em sucos, misturado em batidas e em receitas de doces. Comer suas sementes também pode ser consumidas e trazer benefícios, por serem ricas em papaína.

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quinta-feira, 6 de setembro de 2018

60% das pessoas acreditam que química na transa demora para acontecer

Dia 6 de setembro (06/09) é mundialmente lembrado como o dia do sexo - atividade que, para muitos brasileiros, é essencial para um relacionamento dar certo.

Isso é o que aponta uma pesquisa realizada pelo site de relacionamentos Par Perfeito, divulgada nesta quinta (06/09). Os dados mostram que 60% dos respondentes acreditam que a sexo seja de extrema importância para um relacionamento dar certo, embora possa levar algum tempo para que o casal tenha química e intimidade.

O questionário foi respondido por 729 usuários, sendo 76% deles homens e 24% mulheres, heterossexuais e homossexuais, entre 18 e 50 anos.

Para a especialista em relacionamentos do Match Group LatAm Marina Simas, a intimidade no sexo, independente do sentimento, pode levar tempo para acontecer, embora os resultados sejam compensadores.

"Assim como o relacionamento afetivo, o relacionamento sexual é uma construção. Não significa que precisa de sentimento, mas precisa de intimidade. Quanto mais intimidade, mais o casal consegue ter fantasias, encontrar posições e formatos que funcionam para eles. Esse tempo junto diminui as inibições, é um fator facilitador", diz ela.

Entre os solteiros adeptos do sexo casual a falta de intimidade não precisa ser um problema. Uma boa opção é usar as preliminares como um momento para conhecer seu parceiro e "não ir com sede ao pote". Segundo a pesquisa, esse momento é importante para 80% dos homens e 100% das mulheres.

"As mulheres gostam de vivenciar as preliminares em função de ficar mais preparada para o ato sexual. Elas precisam dessas preliminares como um aquecimento, que aumenta a libido e a lubrificação. É importante para que os dois cheguem juntos na mesma página", diz Simas.

Ainda segundo a pesquisa, 67% dos homens acreditam que o dia do sexo seja uma data importante -enquanto 60% das mulheres acham o dia irrelevante. Para Simas, esses números refletem a cultura sexual machista em que estamos inseridos, em que o homem tem mais liberdade para lidar com seu desejo e colocá-los em prática.

Para a estudante Carolina Sanches, 24, a data não é relevante. "Não é uma data importante porque, para mim, qualquer dia é dia para transar contanto que esteja com vontade. No final, o dia do sexo pode ser só uma premissa para celebrar o prazer."

Com informações da Folhapress.

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quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Luz azul do smartphone não cega, mas é bom evitar exposição exagerada

Estudo realizado na Universidade de Toledo (Ohio, Estados Unidos) e publicado no jornal Scientific Reports acalma a população revelando que a luz azul emitida pelos aparelhos eletrônicos não cega. Mas isso não quer dizer, por outro lado, que é inofensiva aos olhos. O que muitos desconhecem, principalmente quem acessa sempre celular, computador e outros dispositivos móveis, é que a luz azul emitida por esses aparelhos prejudica a saúde em alguma medida que ainda vem sendo estudada.

O oftalmologista Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo, faz um alerta: além de se proteger contra os efeitos nocivos dos raios UVA e UVB, as pessoas devem se proteger contra os efeitos deletérios da luz azul violeta dos LEDs. Essa luz azul violeta visível, segundo o médico, pode ser bem agressiva aos olhos, mesmo tendo menos energia do que a luz ultravioleta. Ela está nos escritórios e escolas (luz espiral), nos aviões, nos dispositivos móveis que acessamos continuamente durante o dia e a noite.

“As crianças são as mais vulneráveis à emissão de luz azul violeta, porque têm acesso a todos os dispositivos tecnológicos e já os incorporaram à rotina, inclusive durante os estudos. Como seus olhos estão ainda em desenvolvimento, eles não têm pigmentos que ajudam a filtrar uma parte dessa luz. Mas isso não quer dizer que os adultos não estão correndo risco, especialmente aqueles que estão sempre conectados com todas as novidades tecnológicas. O ideal, em todos os casos, seria limitar a exposição diária a essa emissão luminosa, principalmente antes de ir para a cama”, afirma Neves.

Estudos mostram que a exposição à luz azul violeta por algumas horas antes de dormir acaba suprimindo a melatonina, que é um dos hormônios do sono, e dificulta alcançar aquele estágio do sono profundo e reparador. Por isso, quem quer acordar com mais disposição para estudar e trabalhar deveria limitar o tempo em que confere recados no celular, por exemplo. De acordo com o oftalmologista, o primeiro problema para quem passa muitas horas por dia diante desses equipamentos e dispositivos tecnológicos é uma redução significativa na produção de lágrimas. Com o tempo, a visão fica estressada. Ou seja, mesmo que temporariamente, a pessoa percebe imagens com pouca definição, meio sem foco e borradas, resultado da pouca lubrificação ocular. Além disso, episódios de dor de cabeça e enxaqueca podem se tornar mais frequentes.

Na opinião do médico, o problema pode se tornar crônico se não for tratado. “No longo prazo, a exposição à luz azul violeta pode resultar em risco aumentado para DMRI (degeneração macular relacionada à idade) e catarata. Isso porque no centro da retina está a mácula, um tecido sensível à luz situado bem no fundo do olho. As células que compõem a mácula não têm capacidade de regeneração. Sendo assim, passar tanto tempo exposto a ambientes com luz artificial em espiral e equipamentos que emitem luz azul violeta acelera os danos a essas células, levando à perda gradual da visão. Como os efeitos são cumulativos, acelerando o envelhecimento dos olhos, também a catarata ocorre mais frequentemente e mais cedo neste caso”.

Neves chama atenção para o fato de que os aparelhos mais modernos têm o recurso ‘night shift’, que ajusta a temperatura da cor da tela dos aparelhos. Ele foi implantado justamente depois que um estudo demonstrou o quanto o uso de smartphones e tablets pode causar problemas de insônia em usuários. Sendo assim, das 22h às 7h, a tela emite consideravelmente menos luz azul violeta, não comprometendo o sono. Mas há outro recurso para ser usado durante o dia. As melhores lentes do mercado já contam com tecnologia para filtrar a luz azul violeta. Sendo assim, fazer óculos de grau com esse filtro diminui os riscos da exposição exagerada em ambientes de estudo ou trabalho. “Além de melhorar o contraste, as lentes que filtram a luz azul ajudam a relaxar os olhos e impedem que o sono seja prejudicado”.

Outra medida aparentemente simples para proteger os olhos é piscar mais vezes durante o dia. Desviar os olhos da tela a cada 20 minutos e focar um objeto que esteja longe por pelo menos 20 segundos é outra dica importante. “Esse exercício é ótimo para dar um ‘reset’ nos olhos”, diz o especialista.

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segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Saiba como escolher o colchão e travesseiro ideal para sua coluna

Passamos praticamente um terço de nossas vidas deitados e uma boa noite de sono é fundamental para garantir uma vida saudável e um dia produtivo. Logo, escolher o colchão e travesseiro certo para o próprio corpo são duas medidas muito importantes.

Passamos praticamente um terço de nossas vidas deitados e uma boa noite de sono é fundamental para garantir uma vida saudável e um dia produtivo. Logo, escolher o colchão e travesseiro certo para o próprio corpo são duas medidas muito importantes.

Segundo o ortopedista e professor da Faculdade de Medicina Santa Marcelina, Doutor Luiz Cláudio Lacerda, na hora de adquirir este item alguns dados são necessários. “Na hora da compra é preciso escolher primeiro o tipo de sua preferência: de espuma, molas. Em seguida, a densidade (no caso de colchões de espuma), que muda conforme o peso e altura do indivíduo. O colchão ideal é aquele que te dá uma boa sustentação acompanhando a curvatura natural da coluna e suportando todas as zonas do corpo, sem afundar muito, mas deixando você o mais confortável possível”, explica o especialista.

Já o uso de travesseiros também é fundamental na condução de um sono equilibrado. “A vida média deste item é de dois anos. A altura depende de como a pessoa dorme, por exemplo, se normalmente repousa de costas um travesseiro baixo é mais indicado. Porém, se dorme de lado, um mais alto faz-se necessário para manter a cabeça reta com o restante do corpo para evitar deformidades da coluna cervical”, finaliza o ortopedista.

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segunda-feira, 16 de julho de 2018

5 problemas que os celulares podem causar à saúde da pele

Já parou para pensar quanto tempo do dia você passa olhando para o celular? Segundo levantamento realizado pela empresa de estatísticas Statista, o tempo de uso do aparelho pelos brasileiros dobrou entre os anos de 2012, onde a média era inferior a duas horas diárias, e 2016, quando chegou a quatro horas e 48 minutos, a média mais alta do mundo. Os dados chamam atenção, pois, o uso excessivo do celular, além de causar distúrbios psicológicos e do sono, também pode ocasionar problemas relacionados aos ossos, articulações e até mesmo à pele. Por exemplo, o hábito de realizar sempre o mesmo movimento com os dedos para digitar, ou até mesmo segurar constantemente o dispositivo com uma das mãos, pode favorecer o aparecimento de uma série de complicações.

Dores articulares nas mãos – De acordo com um estudo conduzido pela Universidade de Gothenburg, na Suécia, e publicado em março deste ano, movimentos altamente repetitivos com o polegar têm sido identificados como um potencial fator de risco para distúrbios musculoesqueléticos relacionados ao uso de telefones celulares, pois esta repetição excessiva de um único movimento pode ocasionar um efeito inflamatório e, posteriormente, degenerativo nas articulações e tendões das mãos, dedos e pulsos. Mas o problema pode ser evitado através de alguns cuidados básicos, sendo o principal deles a redução do uso do celular. Porém, caso isso não seja possível, devido ao trabalho ou funções do dia-a-dia, é importante que você descanse por pelo menos 10 minutos após duas horas trabalhadas, aproveitando este período para alongar e mobilizar os tendões e articulações da região dos punhos e das mãos.

Caso o problema persista, o ideal é buscar um fisioterapeuta que verificará formas de diminuir o estresse nessas regiões, além de auxiliar na redução das dores e no fortalecimento dos músculos e articulações. Uma das novidades no tratamento, e que pode ser usado até mesmo em casa, fica por conta de equipamentos que agem através da fotobiomodulação, ou seja, utilizam da estimulação fotodinâmica para promover efeitos fisiológicos, como o Sportllux. “Quando ocorre a interação dos LEDs do Sportllux com os tecidos, há um aumento de ATP (energia) mitocondrial e óxido nítrico. O ATP auxilia na contração muscular e o óxido nítrico tem efeito analgésico, por isso essa tecnologia é tão interessante para esse tipo de dor. Dessa forma, o equipamento atua no reparo tecidual das lesões em nervos periféricos, além de aliviar a dor e atrasar o aparecimento da fadiga muscular, podendo ainda ter uma ação protetora sobre o desenvolvimento do dano induzido pelo uso excessivo do celular”, afirma o médico angiologista Dr. Álvaro Pereira de Oliveira.

Envelhecimento precoce da pele do pescoço – Mas os problemas causados pelos smartphones e celulares não param por aí. O hábito contínuo de inclinar a cabeça para baixo para visualizar o celular está acelerando o processo de envelhecimento em uma região difícil de tratar: o pescoço. De acordo com um estudo da Universidade de Chung-Ang, na Coreia do Sul, mulheres a partir dos 29 anos já apresentam vincos nessa área, enquanto o natural seria apenas depois dos 40. Uma das razões citadas no estudo foi o uso exagerado do celular. Recentemente, o número de pacientes com rugas do pescoço vem aumentando de tal forma que o problema já tem até nome: Rugas Tech Neck. “A pele do pescoço é muito fina, praticamente sem glândulas sebáceas, com espessura próxima a dois milímetros, pouco hidratada e onde há grande movimentação natural pela própria dinâmica da região. Logo, a inclinação frequente da cabeça para baixo a fim de olhar o celular, tablet ou outro dispositivo, favorece o surgimento precoce dos sinais de envelhecimento e a formação de sulcos na região”, destaca a dermatologista Dra. Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

Segundo a médica, para evitar o aparecimento das rugas Tech Neck uma dica importante é, mesmo quando mexer nos dispositivos, manter a cabeça em um ângulo de 0 grau e a postura alinhada, com o celular erguido na direção dos olhos. Já com relação aos cuidados diários na região do pescoço, a especialista indica o uso de sabonetes neutros ou loções de limpeza à base de ativos calmantes. “Em seguida, deve-se usar loções tônicas que vão preparar a pele para receber um sérum tensor que pode conter Hyaxel, ácido hialurônico de baixo peso molecular, antioxidantes, vitaminas e glicosaminoglicanas, além de substâncias que recuperem a volumetria da região como Adipofill e Sculptessence”, completa. Para finalizar, o protetor solar com FPS 30, no mínimo, é indispensável, devendo ser reaplicado a cada quatro horas. No caso dos tratamentos, a toxina botulínica e os lasers figuram entre os procedimentos mais utilizados hoje para tratar as linhas de expressão que formam os colares horizontais.

Acne – Os aparelhos concentram um alto número de bactérias e sujidades que são carregadas até o rosto, principalmente no contato direto com o celular ou se a pessoa tem o costume de passar a mão na face, e isso acaba auxiliando na formação de espinhas. “Para evitar o aparecimento ou agravamento do quadro acneico, é importante que você realize regularmente a limpeza de seu dispositivo com produtos específicos. Além disso, deve-se evitar passar a mão no rosto várias vezes ao dia, ainda mais se você tem a péssima mania de espremer espinhas”, recomenda a dermatologista. A médica ainda alerta sobre a importância de se consultar sempre um dermatologista, pois a acne é um problema multifatorial e somente um médico especialista pode indicar o melhor tratamento para o problema.

Manchas e melasma – A luz visível emitida pelo celular também é prejudicial a nossa saúde, pois pode favorecer o surgimento de manchas escuras e desencadear ou piorar certas doenças de pele. “Isso acontece porque a luz visível estimula a melanogênese, ou seja, a pigmentação, sendo um fator importante de piora do melasma e de doenças que apresentam fotossensibilidade, como o Lúpus e a rosácea. Além disso, a luz visível também causa inflamações, danos nos tecidos e age diretamente no DNA das células, pois, ao interagir com a melanina, pigmento que dá cor à pele, ela gera uma forma de oxigênio altamente reativa que deteriora inclusive o material genético celular”, explica a médica. Para tratar e prevenir o problema, a dermatologista recomenda o uso diário de cremes antioxidantes e, para os portadores de doenças de pele fotossensíveis, o acompanhamento dermatológico é fundamental. “No caso do melasma, tratamentos como o microagulhamento, a radiofrequência e o peeling de cristal têm bons resultados. Mas, como o melasma tem uma característica hereditária, o uso de medicação tópica e oral é essencial.”

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segunda-feira, 2 de julho de 2018

Consumo de álcool pode aumentar risco de rosácea em mulheres

Ressaca e dores de cabeça são sintomas comuns no dia seguinte após uma bebedeira. Mas se engana quem acha que estes são os únicos problemas relacionados ao consumo excessivo de álcool. De acordo com um estudo publicado no Journal of the American Academy of Dermatology, revista médica da Academia Americana de Dermatologia (AAD), o aumento do consumo de álcool está associado a um maior risco do surgimento de rosácea em mulheres.

“A rosácea é uma doença de pele inflamatória e crônica que atinge cerca de 10% da população mundial. Muito comum principalmente em mulheres de pele clara e idade entre 30 e 50 anos, a doença tem causa desconhecida e, geralmente, é caracterizada por uma pele sensível e ressecada, com o surgimento de áreas vermelhas na face e o aumento de vasos sanguíneos e de pápulas ou pústulas nessas regiões avermelhadas”, explica a dermatologista Dra. Thais Pepe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

Para este estudo, os pesquisadores utilizaram dados coletados de cerca de 82 mil mulheres, onde, num período de 14 anos, aproximadamente 5 mil destas pacientes tiveram casos de rosácea. Analisando estes dados, os pesquisadores descobriram que as mulheres que bebiam álcool tinham maior propensão a desenvolver rosácea, risco este que aumentava à medida que o consumo de álcool também aumentava.

“Embora ainda sejam necessárias mais pesquisas para determinar exatamente a relação entre o consumo de álcool e o surgimento de rosácea, os autores do estudo acreditam que o enfraquecimento do sistema imunológico, a vasodilatação e os efeitos pró-inflamatórios causados pelo álcool contribuem para o desenvolvimento da vermelhidão e rubor característicos da doença”, afirma a especialista.

A pesquisa ainda foi além ao examinar a relação entre o surgimento da rosácea e tipos específicos de álcool. Com isso, os pesquisadores descobriram que o vinho branco e o licor estão significativamente associados a um maior risco de desenvolvimento da doença. Isso porque estas bebidas possuem altas concentrações de álcool sem os flavonoides e substâncias anti-inflamatórias encontradas do vinho tinto, que, por sua vez, não está associado ao desenvolvimento inicial da condição, mas pode servir como um gatilho para o aparecimento de vermelhidão e rubor em pessoas que já sofrem com a doença.

E este é apenas um dos efeitos nocivos do consumo de álcool para o corpo e para a pele. Segundo a Dra. Thais Pepe, o álcool ainda está associado a uma variedade de doenças da pele, como psoríase e acne, além de afetar a hidratação do tecido, diminuindo o viço e colaborando para o ressecamento e a descamação.

“O álcool também estimula a produção de radicais livres, que, em contato com as células, danificam a sua estrutura, causando envelhecimento precoce e flacidez”, completa. “Por isso, caso você esteja preocupada com a saúde de sua pele, é importante que você consulte um dermatologista para receber o diagnóstico e os tratamentos adequados.”

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domingo, 17 de junho de 2018

Emoções em jogos de Copa aumentam em até 8% número de infartos

Começa neste domingo (17/06), às 15h contra a Suíça, mais uma participação brasileira em Copas do Mundo. E com ela, um turbilhão de emoções a cada lance e a cada disputa de bola culmina naquele momento único, onde o coração parece não se aguentar: o gol da Seleção Brasileira. Ele dispara e, em meio a essa carga de adrenalina, detalhes como suor frio, palpitações e respiração ofegante passam despercebidamente pelo torcedor ou torcedora.

É tanta a magia que envolve esse momento que parece ser natural a vista ficar turva, um aperto no peito, uma palidez no rosto. Pois bem, segundo cardiologistas consultados pela Agência Brasil esses sintomas que parecem até naturais em meio a um jogo de Copa do Mundo na verdade podem indicar que há algo de errado no coração desse torcedor. “Nesse caso, é de extrema importância que se procure uma emergência cardiológica”, alerta o cardiologista especialista em arritmia Benhur Henz.

“Sem dúvida as emoções [de uma Copa] podem aumentar os eventos cardiovasculares. Grandes momentos de tensão ocasionam descargas adrenérgicas [de adrenalina] aumentando risco de crises hipertensivas, angina, arritmias. Inclusive existem estudos observacionais que correlacionam período de Copa com um maior número de eventos cardiovasculares, especialmente em jogos do Brasil, quando ocorre um aumento de infarto agudo do miocárdio”, acrescentou.

Citando dados do estudo Copa do Mundo de Futebol como Desencadeador de Eventos Cardiovasculares, da Universidade de São Paulo (USP), o diretor da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Anderson Rodrigues, explica que as ocorrências de infarto aumentam de 4% a 8% entre brasileiros, durante os jogos da Copa.

Emoções boas ou ruins

As emoções que aumentam os riscos de problemas no coração, citados pelos cardiologistas, podem ser tanto boas como ruins. “Ansiedade, rancor, alegria, tristeza ou mesmo amor são emoções que resultam em descargas de adrenalina na circulação sanguínea, e acabam causando sinais como suor frio, palpitações e alterações na pressão arterial”, disse Rodrigues.

Essas alterações na pressão podem ser silenciosas, mas também podem resultar em derrame ou infarto. “Entre esses dois extremos, tudo pode acontecer”, ressalta Rodrigues, referindo-se a sintomas como uma dor de cabeça que pode ou não incidir mais especificamente na nuca, até palidez facial, turvação visual e os chamados escotomas [pontos brilhosos na vista].

“Diante de qualquer sintoma ou sinal suspeito, o torcedor não deve, em hipótese alguma, esperar acabar o jogo para procurar atendimento médico”, enfatiza o diretor da SBC ao incluir, também entre os sintomas, dores no peito que podem irradiar para o braço ou dor na mandíbula.

No caso de pessoas que estejam sozinhas e sintam esses sintomas, o mais indicado é que, de imediato, acione o Samu, pelo telefone 192, ou o corpo de bombeiros, pelo 196. ,p>Prevenir e remediar

De acordo com os cardiologistas, uma estratégia boa a ser adotada para evitar que a emoção coloque em risco o coração é a de tentar assistir ao jogo com tranquilidade; evitar o uso de álcool e tabaco; fazer uma alimentação leve, pobre em gorduras; e buscar lugares arejados ou frescos. “O excesso de estresse, sem dúvida, atrapalha. Devemos agir de forma racional, evitando a paixão excessiva e discussões sem necessidade”, sugere Benhur.

“Claro que, diante de um jogo muito disputado, muitas pessoas podem não conseguir se manter suficientemente tranquilas. Nesses casos, o recomendável, pelo menos para quem já tem diagnosticado algum problema desse tipo [cardíacos, de pressão ou que já tenha passado por infarto], é falar antes com um médico para saber o que fazer, casos eles ocorram. Há medicações e terapias que podem minimizar os riscos”, disse Rodrigues.

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Hábito pode aumentar risco de demência em 43%, revela estudo

  Um estudo conduzido por pesquisadores da China concluiu que o consumo elevado de açúcar ao longo da vida poderá contribuir de forma signif...