quinta-feira, 16 de abril de 2026

Por que cada vez mais adultos estão descobrindo o autismo?

 


Diagnósticos tardios crescem, especialmente entre mulheres, impulsionados por mais informação e mudanças nos critérios clínicos.










Durante o Abril Azul, um movimento tem ganhado destaque: o aumento de diagnósticos de autismo na vida adulta. Dados recentes do Centers for Disease Control and Prevention (CDC) indicam que 1 em cada 36 crianças é diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), número que vem crescendo ao longo dos anos e reflete, principalmente, avanços na identificação do transtorno. Esse cenário ajuda a explicar por que muitos adultos estão sendo diagnosticados apenas agora.

A tendência revela uma realidade que por muito tempo passou despercebida: muitas pessoas chegaram à vida adulta sem saber que estavam dentro do espectro. O aumento das identificações tardias, especialmente entre mulheres, está ligado a avanços no conhecimento sobre o autismo, mudanças nos critérios diagnósticos e maior acesso à informação.

“Durante muito tempo, o diagnóstico foi baseado em um modelo mais restrito, que não contemplava toda a diversidade do espectro. Hoje, entendemos que o autismo pode se manifestar de formas muito diferentes, inclusive em pessoas com alta funcionalidade e boa adaptação social”, explica Mirthis Czubka de Abreu, coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade Anhanguera.

Por que os diagnósticos estão aumentando?


O crescimento dos diagnósticos tardios está diretamente relacionado à evolução do entendimento sobre o autismo. A ampliação dos critérios diagnósticos permitiu reconhecer um espectro mais diverso de comportamentos, enquanto o acesso à informação tem levado mais pessoas a identificar sinais em si mesmas.

Além disso, a redução do estigma tem incentivado a busca por avaliação profissional. Hoje, é mais comum que adultos procurem ajuda ao perceberem padrões ao longo da vida, como dificuldades em interações sociais, necessidade intensa de rotina, sensibilidade sensorial ou uma sensação persistente de não pertencimento.

Por que isso é mais comum em mulheres?


O aumento de diagnósticos em mulheres ganha ainda mais relevância no contexto do Abril Azul. Isso acontece, em grande parte, porque elas tendem a desenvolver estratégias de adaptação social desde cedo, um fenômeno conhecido como “mascaramento”.

“Mulheres costumam observar e reproduzir comportamentos sociais para se encaixar, o que pode esconder sinais do autismo por muitos anos. Esse esforço contínuo, no entanto, pode gerar exaustão emocional, ansiedade e até quadros de burnout”, destaca a professora.

Esse cenário faz com que muitas só busquem avaliação na vida adulta, frequentemente após episódios de sofrimento psíquico ou ao entrarem em contato com conteúdos sobre o tema.

Impactos do diagnóstico na vida adulta


Receber o diagnóstico de autismo na vida adulta pode ser um processo transformador. Para muitos, representa alívio e autocompreensão, ajudando a ressignificar experiências passadas e a desenvolver novas estratégias para lidar com desafios cotidianos.

O acesso ao acompanhamento especializado também contribui para a melhoria da qualidade de vida, embora o processo possa trazer desafios emocionais, como a necessidade de revisar a própria trajetória e reorganizar aspectos da vida pessoal e profissional.

Quando procurar ajuda?


Durante o Abril Azul, a coordenadora reforça a importância de buscar avaliação profissional ao identificar sinais persistentes como:

  • - dificuldade em interações sociais;
  • - sensibilidade intensa a estímulos (sons, luzes, texturas);
  • - necessidade rígida de rotina;
  • - interesses muito específicos e intensos;
  • - sensação frequente de não se encaixar.

Lembrando que o diagnóstico deve ser feito por profissionais especializados, como psicólogos e psiquiatras, a partir de uma avaliação clínica completa.







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quinta-feira, 26 de março de 2026

Cansaço extremo pode afetar diretamente a sua saúde

 



Fadiga intensa que surge de forma inesperada pode indicar desde estresse até problemas de saúde. Especialistas apontam sintomas, causas e quando é hora de procurar ajuda médica para evitar complicações.








O cansaço é uma queixa comum, especialmente entre as mulheres. No entanto, quando aparece de forma repentina e intensa, pode ser um sinal de alerta.

Segundo um artigo da revista Newsweek, é fundamental entender as possíveis causas, sintomas e formas de lidar com esse tipo de situação.

O que é a fadiga repentina?

A fadiga repentina é caracterizada por uma sensação intensa e súbita de cansaço, que pode surgir de uma hora para outra, deixando a pessoa esgotada física e mentalmente.

Diferente do cansaço comum, ela pode acontecer mesmo após uma boa noite de sono ou períodos de descanso.

Para entender melhor esse quadro, é importante diferenciar a fadiga repentina da fadiga crônica ou do cansaço do dia a dia.

Enquanto a fadiga crônica tende a durar por longos períodos e pode estar ligada a problemas de saúde, a fadiga súbita costuma ser episódica e desencadeada por fatores específicos.

Entre esses fatores estão o estresse, alterações hormonais e até condições ambientais, como mudanças de clima ou de estação.

Fadiga repentina: sintomas mais comuns

Entre os principais sintomas da fadiga repentina estão:

1. Cansaço extremo que não melhora com descanso;
2. Dificuldade de concentração;
3. Sensação de fraqueza ou peso no corpo;
4. Alterações no sono, como insônia ou excesso de sono;
5. Sintomas emocionais, como irritabilidade e ansiedade.

Além disso, esse tipo de fadiga pode afetar a capacidade cognitiva, causando confusão mental e dificuldade para tomar decisões.

O impacto emocional também é relevante, já que a sensação de incapacidade para realizar tarefas do dia a dia pode aumentar o estresse e a ansiedade.

Fatores como alimentação, hidratação e prática de atividade física influenciam diretamente os níveis de energia. Ajustes no estilo de vida podem ajudar a reduzir a frequência e a intensidade desses episódios.

Possíveis causas da fadiga repentina

Diversos fatores podem estar por trás da fadiga repentina, incluindo hábitos do dia a dia e condições de saúde.

Entre os principais relacionados ao estilo de vida estão:

Sono de baixa qualidade: noites mal dormidas ou interrompidas prejudicam a recuperação do corpo;
Estresse elevado: o estresse constante pode levar à exaustão física e mental;
Alimentação inadequada: dietas pobres em nutrientes essenciais impactam a energia;
Sedentarismo: a falta de atividade física pode aumentar a sensação de cansaço.

Além disso, o consumo excessivo de estimulantes, como cafeína e açúcar, pode provocar picos de energia seguidos de quedas bruscas.

Quando procurar ajuda médica

Sentir cansaço ocasionalmente é normal, mas quando ele se torna frequente ou persistente, é importante buscar avaliação médica.

Alguns sinais de alerta incluem:

Fadiga que dura mais de dois meses;
Febre, perda de peso sem explicação ou dor persistente;
Alterações significativas no sono e no humor;
Dificuldade para manter as atividades de trabalho.

Também é importante observar o contexto, como sentir-se extremamente cansado mesmo após dormir bem ou ficar exausto com atividades simples.

Em alguns casos, a fadiga pode estar relacionada a condições como anemia, problemas na tireoide ou transtornos mentais, como ansiedade e depressão.





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sexta-feira, 20 de março de 2026

6 alimentos para comer à noite e queimar calorias enquanto dorme

 


Algumas escolhas antes de dormir podem acelerar o metabolismo e ajudar na queima de gordura durante o sono. Especialistas indicam opções simples que também contribuem para o equilíbrio do organismo e a saúde geral.








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Muita gente acredita que comer à noite engorda, mas o que realmente faz diferença é o tipo de alimento consumido. Algumas escolhas, inclusive, podem ajudar o corpo a queimar calorias durante o sono, já que estimulam o metabolismo.

Ou seja, é possível favorecer a queima de gordura mesmo durante a noite, desde que a alimentação seja adequada. Certos alimentos têm efeito termogênico ou ajudam a equilibrar o organismo, contribuindo para esse processo.

A nutricionista Sahar Berjis explicou ao site Eat This, Not That que a escolha dos alimentos antes de dormir pode influenciar diretamente o metabolismo. “Após os 45 ou 50 anos, o metabolismo desacelera, mas escolher os alimentos certos antes de dormir e adotar hábitos diários que equilibrem o açúcar no sangue pode fazer uma diferença notável”, afirmou.

Confira alguns alimentos que podem ser consumidos à noite e ajudam nesse processo:

1. Chá de canela com cardamomo

“Além de saboroso, esse chá ajuda a relaxar e proporciona sensação de bem-estar, o que é importante para a queima de gordura. A canela pode reduzir a inflamação e ajudar a equilibrar o açúcar no sangue, além de acalmar o sistema nervoso antes de dormir.”

2. Ovo cozido

“Os ovos são considerados um superalimento e uma ótima opção de lanche noturno. A proteína de digestão lenta ajuda a manter o metabolismo ativo e aumenta a saciedade.”

3. Chá de dente-de-leão

“Essa bebida é reconfortante e pode auxiliar na perda de peso, pois estimula o funcionamento do fígado e melhora o metabolismo durante o sono.”

4. Vinagre de maçã

“Consumido com água morna antes de dormir, pode ajudar a equilibrar o pH, melhorar a digestão e controlar os níveis de açúcar no sangue ao longo da noite.”

5. Chucrute (couve fermentada)

“O alimento é rico em probióticos, que favorecem a saúde intestinal e contribuem para o bom funcionamento do metabolismo mesmo em repouso.”

6. Pimenta-Caiena

“Uma pequena quantidade pode estimular levemente a temperatura corporal e a circulação, dando um impulso ao metabolismo durante a noite.”

Além da alimentação, alguns exercícios simples podem ajudar a tonificar o abdômen e estimular a queima de calorias, inclusive na cama.

O personal trainer Tyler Read explicou que esse tipo de treino pode ser eficaz e seguro. “Exercícios feitos na cama reduzem a sobrecarga na coluna e permitem melhor controle da respiração e dos músculos”, afirmou.

Ele destaca que esses movimentos são especialmente úteis com o avanço da idade. “Após os 60 anos, o fortalecimento do core é mais importante do que a intensidade. Esses exercícios ajudam a reeducar o funcionamento do abdômen.”

Veja 3 exercícios simples que podem ser feitos na cama:

1. Abdominal com extensão de pernas

Deite-se com os joelhos dobrados e os pés apoiados. Estique uma perna de cada vez, deslizando o calcanhar e mantendo leve contração na lombar.

2. Elevação de pernas

Na mesma posição, eleve um joelho em direção ao peito e retorne lentamente. Repita com a outra perna. “O controle do movimento é essencial. Quanto mais lento, maior o trabalho abdominal.”

3. Movimento circular com as pernas

Deite-se com os braços estendidos. Estique uma perna e faça movimentos circulares no ar, mantendo o abdômen contraído. Depois, repita com a outra. “A estabilização do core ajuda a fortalecer a região abdominal de forma profunda.”






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quarta-feira, 11 de março de 2026

Coceira persistente nas pernas pode indicar problemas nas veias

 


Sintoma comum e muitas vezes ignorado, a comichão frequente pode estar associada à insuficiência venosa, varizes ou má circulação. 

Especialistas alertam para sinais de agravamento e destacam a importância de procurar avaliação médica e adotar hábitos que favoreçam a saúde vascular.







Coceira frequente nas pernas costuma ser tratada como algo banal, mas, quando persiste, pode indicar problemas mais sérios de saúde, especialmente relacionados à circulação sanguínea. Especialistas alertam que o sintoma não deve ser ignorado.

Em entrevista ao site Only My Health, o médico Tushar Tayal explicou que a coceira persistente pode ser um dos primeiros sinais de doenças venosas. Segundo ele, o problema ocorre quando o sangue não retorna ao coração de forma eficiente.

De acordo com o especialista, o retorno venoso inadequado provoca o acúmulo de sangue nas pernas, o que leva ao extravasamento de líquidos para os tecidos ao redor. Esse processo causa ressecamento da pele, inflamação e coceira, muitas vezes antes mesmo de surgirem alterações visíveis nas veias.

Entre as doenças associadas ao sintoma estão a insuficiência venosa crônica, considerada a causa mais comum, além de varizes, trombose venosa profunda e outros distúrbios venosos. Essas condições aumentam a pressão nas veias das pernas, comprometem a oxigenação da pele e favorecem irritações, vermelhidão e coceira persistente.

O médico destaca que é importante procurar avaliação profissional quando a coceira vem acompanhada de outros sinais, como inchaço progressivo, escurecimento ou alteração da cor da pele, veias mais aparentes e dores frequentes. Em muitos casos, as varizes provocam coceira principalmente nos tornozelos e na parte inferior das pernas.

Segundo informações da rede de saúde CUF, as varizes são veias dilatadas e tortuosas localizadas logo abaixo da pele, facilmente identificáveis, e não devem ser confundidas com vasos superficiais de pequeno calibre, conhecidos popularmente como derrames.

Embora fatores como genética e envelhecimento tenham influência, especialistas afirmam que algumas mudanças no dia a dia ajudam a manter a saúde das veias. A cirurgiã Sheila Blumberg destaca que manter a circulação ativa é essencial. Atividades como caminhada, natação e ioga contribuem para o bom fluxo sanguíneo.

Outras medidas incluem elevar as pernas durante o descanso para reduzir a pressão nas veias e o uso de meias de compressão, que auxiliam no retorno do sangue ao coração. Essas práticas simples podem ajudar a prevenir o surgimento de varizes e reduzir sintomas como a coceira persistente nas pernas.






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Por que cada vez mais adultos estão descobrindo o autismo?

  Diagnósticos tardios crescem, especialmente entre mulheres, impulsionados por mais informação e mudanças nos critérios clínicos. Durante o...