quinta-feira, 5 de março de 2026

Diabetes é maior entre mulheres, mostra pesquisa

 


Pesquisa mostra que o diabetes é 27,7% maior entre mulheres e atinge 1 em cada 4 adultos no Brasil.







Pesquisa do Ministério da Saúde mostra que o diabetes teve uma alta de 135% entre 2006 e 2024. No período a prevalência aumentou  de 5,5%  para 12,9%. Dados do relatório 'Vigitel 2025', apontam que no último ano,  14,3% das mulheres referiram diabetes  ante 11,2 da população masculina.

De acordo como oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, diretor executivo do Instituto Penido Burnier de Campinas e membro do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) a mulher tem mais diabetes porque muitas enfrentam jornada dupla de trabalho que somada ao sedentarismo, falta de sono e sobrepeso formam um verdadeiro coquetel Molotov no organismo.

O oftalmologista  afirma que a visão flutuante e borrada é o primeiro sinal do diabetes. É causada pela diminuição da lágrima e oxidação do cristalino do olho.  Por iss, muitas pessoas descobrem  a doença durante uma consulta oftalmológica que deve ser anual, independente de sintomas. Isso porque, a maioria das doenças oculares são assintomáticas no início, e a visão perdida pode ser irrecuperável, especialmente quando o nervo óptico e a retina são danificados.

Chance de perda da visão é até 25 vezes maior


Queiroz Neto explica que o diabetes  é uma doença progressiva e aumenta em até 25 vezes o risco de perda a visão. Isso porque, no diabético quando a glicose entra no cristalino do olho parte é transformada em sorbitol,  o cristalino absorve mais água e a repetição desse processo leva à  oxidação da lente do olho. , Por isso a catarata em diabéticos aparece mais cedo e, independente da idade,  a cirurgia deve ser realizada para que a retina continue visível durante os exames.

Progressão


“O diabetes provoca uma inflamação generalizada no organismo, desidrata,  altera o sistema imunológico e  a circulação, destaca. Por isso, com o tempo pode reduzir a quantidade e qualidade da lágrima e   provocar desconforto diante das telas decorrente do olho seco. Toda a circulação, inclusive dos delicados vasos sanguíneos do fundo do olho sofrem alterações. Por isso, toda pessoa que tem diabetes deve fazer exames oftalmológicos periódicos. Caso enxergue manchas escuras deve consultar um oftalmologista imediatamente ou muitas moscas volantes deve consultar um oftalmologista imediatamente, Isso porque, explica estas alterações podem estar associadas ao descolamento da retina, dedegeneração macular ou retinopatia diabética".

Tipos de diabetes


Uma evidência do maior risco de cegueira entra diabéticos foi comprovado por uma recente pesquisa desenvolvida em 41 países, incluindo o Brasil, pelo IDF (International Diabetes Federation),  IAPB (agência de controle da cegueira ligada à OMS)  e IFA ( International Federation on Ageing). A pesquisa mostra que metade dos diabéticos só são diagnosticados anos depois de conviver com a doença e quanto mais tardio o diagnóstico, maior a chance de perder a visão. Pior: quase um terço, 31%, nunca receberam informação sobre retinopatia e edema macular- decorrentes do diabetes, importantes causas de perda definitiva da visão entre pessoas de 20 a 60 ano. O oftalmologista destaca que no Brasil o primeiro diagnóstico de diabetes muitas vezes acontece durante um exame de fundo de olho porque o brasileiro, não tem hábito de fazer check-up. A visão, ressalta,  responde por 85% de nossa integração com o meio ambiente. Por isso, determina a independência conforme envelhecemos.

 Catarata, outras  alterações oculares e sistêmicas


Além das alterações na retina, o diabetes dobra o risco de contrair catarata segundo um estudo realizado no Reino Unido com mais de 50 mil pessoas. Queiroz Neto explica que isso acontece porque os depósitos de glicemia nas paredes do olho somados às constantes oscilações dos níveis glicêmicos aumentam a formação de radicais livres e aceleram o processo de envelhecimento do cristalino, lente interna do olho. O especialista afirma o adiamento da cirurgia é contraindicado porque torna o procedimento mais perigoso ao impedir o bom acompanhamento de alterações na retina causadas pelo diabetes – descolamento da retina, retinopatia diabética, formação de neovasos e degeneração macular Todas estas condições são emergenciais e devem ser verificadas por um oftalmologista imediatamente.

A hiperglicemia, observa,  também pode causar complicações cardiovasculares,  insuficiência renal, amputação e danos nos nervos decorrentes da má circulação. Por isso requer acompanhamento em conjunto de vários especialistas.

Tipos de diabetes


Queiroz Neto explica que 10% dos casos de diabetes são do tipo 1 causada, ou seja, causada  por uma alteração no sistema imunológico que dificulta a produção de insulina pelo pâncreas. A falta de insulina, hormônio que transforma a glicose dos alimentos em energia, cria depósitos de glicemia no sangue. explica. O tratamento para reequilibrar o organismo é feito com reposição de insulina. "Nos outros 90%, o diabetes é do tipo 2 e resulta da resistência das células à insulina, desencadeada pelo estilo de vida e só em casos extremos é indicado o uso de insulina", esclarece.

Tratamentos


O controle do diabetes, hipertensão arterial e colesterol alto são indicados medicamentos que devem ser usados sob supervisão médica. O oftalmologista ressalta que o único tratamento para catarata é a cirurgia que substitui o cristalino opaco pelo implante de uma lente intraocular  que pode restaurar a visão para todas as distância; Olho seco - aplicação de luz pulsada e colírio , casos avançados de retinopatia e degeneração macular seca - injeções intraoculares anti-VEGF, edema macular  fotocoagulação a laser para vasos anormais, e vitrectomia para sangramentos graves ou descolamento de retina. 

Prevenção



As principais dicas do oftalmologista para prevenir o diabetes são:

"Faça um hemograma completo anualmente, especialmente se passou do 40 anos, pratique no mínimo 150 minutos/semana de atividades física, reduza o consumo de ultraprocessados, refrigerantes, frituras,  doces e alimentos calóricos;  inclua na dieta grãos integrais, legumes, verduras e fruta, desligue as telas 1 hora antes de ir dormir, durma de 6 a 8 horas /noite. As alterações nos olhos passam despercebidas no início porque nosso cérebro se adapta. Para ter melhor qualidade de vida coloque na agenda sua saúde", finaliza.





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domingo, 22 de fevereiro de 2026

Psicóloga explica 6 aspectos de um relacionamento saudável

 


 O estudo mostrou que o tempo de duração das uniões também vem diminuindo ao longo dos anos. Em 2010, um casamento durou cerca de 16 anos. Em 2022, 2023 e 2024, o número caiu para 13 anos e 8 meses.








Os brasileiros estão se casando menos de acordo com os números recentes divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desde 2015, o número total de registros de casamento vem em uma tendência de queda. 

Em 2021, foram celebradas 1.076.280 uniões. Em 2022, o número caiu para 970.041 casamentos. Em 2023, o Brasil registrou 940.799 casamentos, uma queda de 3% em relação a 2022.

O mesmo estudo também mostrou que o tempo de duração das uniões também vem diminuindo ao longo dos anos. Em 2010, um casamento durou cerca de 16 anos. Em 2022, 2023 e 2024, o número caiu para 13 anos e 8 meses. Mas, afinal, o que faz um casamento durar? 

 De acordo com Blenda Oliveira, doutora em psicologia pela PUC-SP e psicanalista, existem diversos fatores externos e internos que influenciam a ideia de casamento e também sua durabilidade e construção, o que segundo ela vem mudando ao longo do tempo. "O significado do casamento mudou profundamente nas últimas décadas. Antes, há 50 anos, manter um casamento era preciso por questões de sobrevivência, negócios envolvidos, medo do julgamento -  o que era comum - e até por necessidade de mulheres que não eram independentes. Hoje, o casamento é mais complexo porque o sentimento vem antes, se não só, dos critérios anteriores.", explica ela.

Blenda esclarece que existem 6 aspectos que podem auxiliar na construção de uma relação saudável. Ela pontua cada um deles e lembra que não existem segredos para uma relação longeva. "Esses aspectos podem ser balizadores, uma referência para que a pessoa “leia” o casamento, observe seu próprio papel ali e também do outro. Se houver amor e disponibilidade de ambos, é possível reforçar os aspectos e até gerar outros que fortalecem o casamento ou o namoro". 

1 -  Compatibilidade psicológica 

Ter a liberdade de compartilhar as coisas com quem se casou é algo fundamental na relação. "É desafiador para uma pessoa estar numa relação que o tempo todo ela precisa se defender e se calar diante do que está sentindo. Ter medo de compartilhar não ajuda na relação e promove o afastamento do casal". 

2 - Saber conviver a dois

Esse é um ponto desafiador numa relação, segundo ela. "Quando se está solteiro, você decide e organiza sua vida a partir de você mesma, então avalia o que é melhor para si e escolhe. Quando você namora ou casa, isso naturalmente muda. Considerar o outro é importante e necessário para a saúde do casal.  

Decisões devem ser pensadas em conjunto, ambos devem conhecer as necessidades um do outro para o melhor convívio. Faça perguntas básicas como: como aquela pessoa gosta de receber afeto? Como eu posso fazer aquela pessoa se sentir segura? Lembrando que ambos podem fazer isso". 

3 - Graus de consenso

Não é necessário ter as mesmas visões, mas uma relação saudável é importante que se tenha ali algo parecido que faça tomar decisões parecidas ou complementares. Do contrário, se cada um quiser ir para um lado, a relação pode gerar conflitos que desgastarão o namoro ou o casamento ao longo do tempo. 

4 - Atração e vida sexual 

A atração e a vida sexual são importantes no namoro e no casamento. "Muitas pessoas colocam isso como o primeiro da lista e pode até ser nos primeiros anos de relacionamento, mas ao longo do tempo essa intensidade dará espaço para para os outros aspectos que são tão importantes quanto. Mas sim, sexo importa e é importante", explica Blenda. 

5 - Ciclos de vida, pressões e frustrações externas

Mesmo que o casal tenha uma vida a dois, ambos também precisam da sua liberdade e vivem processos internos diferentes. Blenda reforça "que cada indivíduo na relação tem seu trabalho, seus familiares, lidam com pressões diferentes e ambos podem olhar e acolher isso, além de apoiar em objetivos pessoais, como uma promoção na carreira, uma viagem para um congresso. 

O casal pode olhar para essas necessidades individuais sem cada um se isolar, lembrar também desse contexto externo que influencia a relação, como familiares, e criar assim uma espécie de porto onde eles sempre podem se encontrar e fortalecer a relação".

6 - Vantagens para permanecerem juntos

O casal pode construir uma relação saudável, ter filhos ou não e também gerar bens. "Todo o ser humano procura ganhar e todos também ficam onde acreditam valer a pena. Se a relação é saudável, se ambos são parceiros e encaram os desafios da vida, é natural que ambos queiram estar ali um para o outro. 

Talvez esse seja um dos aspectos importantes porque a segurança da relação acalma, promove tranquilidade e acolhe. É bom ter com quem contar e uma relação saudável existe isso". 

Blenda lembra que os aspectos ajudam a relação, mas é no cotidiano do casal que se coloca isso em prática. "Não existem manuais, cada casal é de um jeito e também não significa que ter menos aspectos a relação será ruim. 

Precisamos lembrar que relação amorosa é construção e o casal pode, se juntos quiserem ficar, fortalecer aqueles aspectos que ainda não estão firmes. Qualquer relação necessita de cuidado diário e para isso é preciso disposição e paciência", finaliza a especialista. 






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domingo, 15 de fevereiro de 2026

Bebidas que agravam sintomas de depressão (e não é só o álcool)

 

A doença psiquiátrica caracterizada por refletir uma tristeza profunda pode ser agravada com a ingestão de determinadas bebidas, além das alcoólicas. 

Veja o que dizem estes especialistas e como relacionam os sintomas de depressão com "alterações no microbioma intestinal".









A falta de energia, tristeza profunda sem explicação aparente e desinteresse generalizado são alguns dos sintomas mais comuns da depressão — um transtorno psiquiátrico que pode ser agravado pelo consumo de determinadas bebidas.

Álcool


É um erro comum associar o álcool a um estimulante apenas porque ele pode provocar efeitos imediatos como aumento da frequência cardíaca, maior estado de alerta e, em alguns casos, agressividade.

Apesar desses efeitos iniciais, o site Verywell Mind explica que o álcool é, na verdade, um depressor do sistema nervoso central, podendo afetar a forma como o cérebro se comunica com os nervos do corpo.

Esse tipo de substância atua sobre o neurotransmissor ácido gama-aminobutírico (GABA), que desacelera a atividade cerebral. Isso pode causar efeitos como relaxamento, sonolência, fala arrastada, diminuição das inibições e problemas de coordenação.

Além disso, especialistas alertam que beber álcool rapidamente e em grandes quantidades pode levar a sintomas mais graves, como perda de memória, coma e até mesmo morte.

Efeitos colaterais mais comuns do consumo de álcool:


Pressão baixa
Perda de coordenação
Visão turva
Dor de cabeça
Tempo de reação reduzido
Náusea
Vômito
Tontura
Comprometimento das funções mentais
Respiração lenta
Perda de consciência
Amnésia

Vale destacar que os efeitos do álcool dependem, em grande parte, da quantidade ingerida, da velocidade de consumo e de fatores individuais, como a genética.

Refrigerantes
O consumo de refrigerantes também está associado ao aumento do risco de transtornos depressivos, possivelmente devido a alterações no microbioma intestinal, segundo estudo citado pelo Medscape.

Os sintomas mais graves costumam ser observados em mulheres, possivelmente por diferenças biológicas e hormonais que influenciam esses padrões.

Como os refrigerantes podem aumentar ou agravar sintomas de depressão:

De acordo com o especialista Thanarajah, citado pela mesma fonte, os refrigerantes podem aumentar o risco de depressão por diversos mecanismos, como picos de açúcar no sangue, alterações no microbioma intestinal, processos inflamatórios e impactos no sistema de recompensa do cérebro.

Diferentemente de alimentos sólidos, os refrigerantes liberam rapidamente açúcar ou adoçantes no cólon, o que pode elevar rapidamente os níveis de glicose no sangue, atingir o cérebro e favorecer o crescimento de bactérias intestinais com propriedades pró-inflamatórias.

O microbioma intestinal também pode ser prejudicado porque algumas dessas bebidas contêm adoçantes artificiais, como o aspartame. Além disso, a pesquisa aponta os efeitos negativos do açúcar enquanto substância com potencial viciante.

É importante ressaltar que consumir essas bebidas não significa, por si só, desenvolver depressão. O diagnóstico da doença exige sempre avaliação médica especializada para ver possiveis efeitos e causas.





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sábado, 7 de fevereiro de 2026

5 sinais na pele que podem indicar falta de vitamina D no organismo

 

Olheiras persistentes, inchaço no rosto, palidez, descamação ao redor dos olhos e vermelhidão facial podem estar ligados à deficiência de vitamina D. Mesmo com sol abundante, rotina e hábitos podem dificultar a produção adequada do nutriente.






Mesmo em um país ensolarado como o Brasil, nem sempre é fácil atingir os níveis ideais de vitamina D. A rotina em ambientes fechados, o uso constante de protetor solar e a menor exposição direta ao sol ao longo do dia podem levar à deficiência desse nutriente essencial, que é produzido principalmente pela pele a partir da luz solar.

Mas como identificar quando o organismo está com falta de vitamina D? O site Silicon Canals listou cinco sinais que costumam passar despercebidos, mas podem indicar níveis baixos da vitamina.

1. Olheiras persistentes

Acordar com olheiras marcadas mesmo após uma boa noite de sono pode ser um sinal de alerta. A vitamina D tem papel importante na regulação do sono e na saúde da pele. Quando está em falta, o corpo pode ter dificuldade para equilibrar os ciclos de descanso, o que se reflete na aparência cansada do rosto.

2. Inchaço no rosto sem causa aparente

Perceber o rosto inchado em alguns dias, especialmente nas bochechas, também pode estar relacionado à deficiência de vitamina D. O nutriente ajuda a regular a retenção de líquidos e processos inflamatórios. Quando seus níveis estão baixos, o inchaço tende a se tornar mais frequente, ainda que muitas vezes seja atribuído apenas ao consumo de sal, alergias ou alterações hormonais.

3. Pele muito pálida e sem viço

Embora algumas pessoas tenham naturalmente a pele mais clara, uma aparência excessivamente pálida, opaca ou sem brilho pode indicar falta de vitamina D. A vitamina é fundamental para a renovação e reparação das células da pele. Em níveis insuficientes, ocorre acúmulo de células mortas na superfície, o que dá à pele um aspecto acinzentado e sem vida.

4. Descamação e manchas ao redor dos olhos

A região dos olhos é especialmente sensível à deficiência de vitamina D. Descamação, irritação e manchas nessa área podem estar associadas à dificuldade do organismo em manter a hidratação e a barreira protetora da pele.

Segundo a Healthline, a falta de vitamina D está ligada a um risco maior de problemas oculares, como olhos secos, retinopatia diabética, miopia e degeneração macular relacionada à idade.

5. Vermelhidão facial ou manchas em formato de borboleta

A deficiência de vitamina D também pode favorecer quadros leves de rosácea, especialmente nas bochechas e no nariz. De acordo com o Healthline, níveis baixos do nutriente podem contribuir para o desenvolvimento do lúpus, doença frequentemente associada a uma erupção cutânea em forma de borboleta no rosto.

A vitamina D é essencial não apenas para a saúde da pele, mas também para o funcionamento do sistema imunológico, dos ossos e do metabolismo. Diante de sinais persistentes, a recomendação é procurar orientação médica e realizar exames para avaliar os níveis do nutriente no organismo.






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Diabetes é maior entre mulheres, mostra pesquisa

  Pesquisa mostra que o diabetes é 27,7% maior entre mulheres e atinge 1 em cada 4 adultos no Brasil. P esquisa do Ministério da Saúde mostr...