segunda-feira, 2 de julho de 2018

Consumo de álcool pode aumentar risco de rosácea em mulheres

Ressaca e dores de cabeça são sintomas comuns no dia seguinte após uma bebedeira. Mas se engana quem acha que estes são os únicos problemas relacionados ao consumo excessivo de álcool. De acordo com um estudo publicado no Journal of the American Academy of Dermatology, revista médica da Academia Americana de Dermatologia (AAD), o aumento do consumo de álcool está associado a um maior risco do surgimento de rosácea em mulheres.

“A rosácea é uma doença de pele inflamatória e crônica que atinge cerca de 10% da população mundial. Muito comum principalmente em mulheres de pele clara e idade entre 30 e 50 anos, a doença tem causa desconhecida e, geralmente, é caracterizada por uma pele sensível e ressecada, com o surgimento de áreas vermelhas na face e o aumento de vasos sanguíneos e de pápulas ou pústulas nessas regiões avermelhadas”, explica a dermatologista Dra. Thais Pepe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

Para este estudo, os pesquisadores utilizaram dados coletados de cerca de 82 mil mulheres, onde, num período de 14 anos, aproximadamente 5 mil destas pacientes tiveram casos de rosácea. Analisando estes dados, os pesquisadores descobriram que as mulheres que bebiam álcool tinham maior propensão a desenvolver rosácea, risco este que aumentava à medida que o consumo de álcool também aumentava.

“Embora ainda sejam necessárias mais pesquisas para determinar exatamente a relação entre o consumo de álcool e o surgimento de rosácea, os autores do estudo acreditam que o enfraquecimento do sistema imunológico, a vasodilatação e os efeitos pró-inflamatórios causados pelo álcool contribuem para o desenvolvimento da vermelhidão e rubor característicos da doença”, afirma a especialista.

A pesquisa ainda foi além ao examinar a relação entre o surgimento da rosácea e tipos específicos de álcool. Com isso, os pesquisadores descobriram que o vinho branco e o licor estão significativamente associados a um maior risco de desenvolvimento da doença. Isso porque estas bebidas possuem altas concentrações de álcool sem os flavonoides e substâncias anti-inflamatórias encontradas do vinho tinto, que, por sua vez, não está associado ao desenvolvimento inicial da condição, mas pode servir como um gatilho para o aparecimento de vermelhidão e rubor em pessoas que já sofrem com a doença.

E este é apenas um dos efeitos nocivos do consumo de álcool para o corpo e para a pele. Segundo a Dra. Thais Pepe, o álcool ainda está associado a uma variedade de doenças da pele, como psoríase e acne, além de afetar a hidratação do tecido, diminuindo o viço e colaborando para o ressecamento e a descamação.

“O álcool também estimula a produção de radicais livres, que, em contato com as células, danificam a sua estrutura, causando envelhecimento precoce e flacidez”, completa. “Por isso, caso você esteja preocupada com a saúde de sua pele, é importante que você consulte um dermatologista para receber o diagnóstico e os tratamentos adequados.”

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domingo, 17 de junho de 2018

Emoções em jogos de Copa aumentam em até 8% número de infartos

Começa neste domingo (17/06), às 15h contra a Suíça, mais uma participação brasileira em Copas do Mundo. E com ela, um turbilhão de emoções a cada lance e a cada disputa de bola culmina naquele momento único, onde o coração parece não se aguentar: o gol da Seleção Brasileira. Ele dispara e, em meio a essa carga de adrenalina, detalhes como suor frio, palpitações e respiração ofegante passam despercebidamente pelo torcedor ou torcedora.

É tanta a magia que envolve esse momento que parece ser natural a vista ficar turva, um aperto no peito, uma palidez no rosto. Pois bem, segundo cardiologistas consultados pela Agência Brasil esses sintomas que parecem até naturais em meio a um jogo de Copa do Mundo na verdade podem indicar que há algo de errado no coração desse torcedor. “Nesse caso, é de extrema importância que se procure uma emergência cardiológica”, alerta o cardiologista especialista em arritmia Benhur Henz.

“Sem dúvida as emoções [de uma Copa] podem aumentar os eventos cardiovasculares. Grandes momentos de tensão ocasionam descargas adrenérgicas [de adrenalina] aumentando risco de crises hipertensivas, angina, arritmias. Inclusive existem estudos observacionais que correlacionam período de Copa com um maior número de eventos cardiovasculares, especialmente em jogos do Brasil, quando ocorre um aumento de infarto agudo do miocárdio”, acrescentou.

Citando dados do estudo Copa do Mundo de Futebol como Desencadeador de Eventos Cardiovasculares, da Universidade de São Paulo (USP), o diretor da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Anderson Rodrigues, explica que as ocorrências de infarto aumentam de 4% a 8% entre brasileiros, durante os jogos da Copa.

Emoções boas ou ruins

As emoções que aumentam os riscos de problemas no coração, citados pelos cardiologistas, podem ser tanto boas como ruins. “Ansiedade, rancor, alegria, tristeza ou mesmo amor são emoções que resultam em descargas de adrenalina na circulação sanguínea, e acabam causando sinais como suor frio, palpitações e alterações na pressão arterial”, disse Rodrigues.

Essas alterações na pressão podem ser silenciosas, mas também podem resultar em derrame ou infarto. “Entre esses dois extremos, tudo pode acontecer”, ressalta Rodrigues, referindo-se a sintomas como uma dor de cabeça que pode ou não incidir mais especificamente na nuca, até palidez facial, turvação visual e os chamados escotomas [pontos brilhosos na vista].

“Diante de qualquer sintoma ou sinal suspeito, o torcedor não deve, em hipótese alguma, esperar acabar o jogo para procurar atendimento médico”, enfatiza o diretor da SBC ao incluir, também entre os sintomas, dores no peito que podem irradiar para o braço ou dor na mandíbula.

No caso de pessoas que estejam sozinhas e sintam esses sintomas, o mais indicado é que, de imediato, acione o Samu, pelo telefone 192, ou o corpo de bombeiros, pelo 196. ,p>Prevenir e remediar

De acordo com os cardiologistas, uma estratégia boa a ser adotada para evitar que a emoção coloque em risco o coração é a de tentar assistir ao jogo com tranquilidade; evitar o uso de álcool e tabaco; fazer uma alimentação leve, pobre em gorduras; e buscar lugares arejados ou frescos. “O excesso de estresse, sem dúvida, atrapalha. Devemos agir de forma racional, evitando a paixão excessiva e discussões sem necessidade”, sugere Benhur.

“Claro que, diante de um jogo muito disputado, muitas pessoas podem não conseguir se manter suficientemente tranquilas. Nesses casos, o recomendável, pelo menos para quem já tem diagnosticado algum problema desse tipo [cardíacos, de pressão ou que já tenha passado por infarto], é falar antes com um médico para saber o que fazer, casos eles ocorram. Há medicações e terapias que podem minimizar os riscos”, disse Rodrigues.

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segunda-feira, 28 de maio de 2018

Comer sozinho faz mal à saúde. Saiba porquê

De acordo com uma nova pesquisa, comer sozinho é uma das principais causas de infelicidade.

Um grupo de investigadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, questionou mais de oito mil indivíduos com o intuito de averiguar como as pessoas comuns podem aumentar a sua qualidade de vida, no dia a dia.

O estudo apurou que comer as refeições sozinho está mais associado ao sentimento de infelicidade, comparativamente a qualquer outro fator (excluindo doenças mentais).

Os acadêmicos concluíram que quem fazia as refeições sem ter companhia apresentava um nível de felicidade 7,9 pontos mais baixo ao se comparar com quem come com alguém ao lado. 

A incidência de condições do foro mental registrou a maior associação negativa com mal estar. Os inquiridos que sofriam de ansiedade, depressão, de ataques de pânico ou com comportamentos compulsivos, registraram um índice de felicidade inferior à média, em 8,5 pontos.

Partilhar refeições com outras pessoas mostrou-se um indicador determinante, tendo em conta o bem estar geral, sendo 0,22 pontos mais elevado; assim como ter tempo suficiente para realizar tarefas (0,36); uma vida sexual satisfatória (0,44) e dormir bem (0,93).

Os investigadores salientam que os resultados apontam para a importância de interagir cara a cara com outras pessoas, como forma de alcançar e preservar a felicidade.

Isto porque outras formas de contato social, incluindo falar com os vizinhos e sair com os amigos ou estar fisicamente com a família, foram associados a maiores níveis de felicidade, enquanto que enviar mensagens pelo celular, e-mails ou outros tipos de interação digital, incluindo nas redes sociais, não acrescentou aos índices de contentamento.

“A qualidade dos nossos relacionamentos e passar tempo com outras pessoas, de maneira presencial e não digitalmente, pode de fato melhorar a nossa qualidade de vida: nada bate o poder da ‘simples’ interação humana. Devemos estar mais juntos, comer mais vezes juntos e compartilhar mais momentos juntos!”, disse um dos pesquisadores.

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quinta-feira, 17 de maio de 2018

Veja o que fazer para evitar dor nas costas ao dirigir

Dirigir por horas, enfrentar trânsito e estradas dentro de veículos automotivos é uma atividade muito comum na vida dos motoristas de ônibus, aplicativos e caminhoneiros. Entre todas as queixas de dor por parte desses profissionais, a dor nas costas é a mais presente.

Segundo dados da Previdência Social, somente no primeiro trimestre de 2016, foram mais de 24 mil trabalhadores afastados decorrentes de dores nas costas. Um afastamento a cada cinco minutos.

Segundo o ortopedista, cirurgião de coluna vertebral e professor da Faculdade de Medicina Santa Marcelina, Luiz Cláudio Lacerda, a postura sentada inadequada e a permanência prolongada nesta posição são os grandes vilões contra a saúde de quem dirige.

“O sinal de que algo vai mal pode se manifestar por meio de dores lombares e articulares, tensão na base do pescoço, dores nas pernas, sobrecarga nas articulações e, em casos mais graves, desgaste articular”, explica o especialista.

Para que o profissional realize seu trabalho em condições favoráveis e com qualidade de vida e, consequentemente evite problemas nas costas, o ortopedista dá algumas dicas.

“O indicado é manter a região lombar bem apoiada, o banco numa inclinação de 100 ou 110 graus e em uma altura razoável para que as pernas não tenham de ficar muito esticadas e nem muito dobradas para que os pés alcancem os pedais. Além disso, a cada uma hora e meia é importante fazer uma parada durante a jornada para repousos e alongamentos, a pratica de atividades físicas regulares também é importantíssima para a manutenção da saúde da coluna e das articulações”, finaliza Lacerda.

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sábado, 28 de abril de 2018

Veja os cuidados que você deve ter ao comprar ou consumir peixe

Uma das maiores preocupações na hora de consumir peixe, é com as bactérias como a salmonela, que pode provocar intoxicação alimentar e infecções intestinais.

Durante a compra do peixe, alguns cuidados básicos são necessários para garantir a higiene e o frescor do alimento. É importante perguntar, por exemplo, de onde vem a mercadoria e quando ela foi pescada.

Além disso, o vendedor pode ajudar com recomendações do que está fresco ou indicações de como substituir um peixe por outro. Outras questões, como armazenamento, limpeza e modo de preparo também são válidas.

1 - Se for comer sushi, certifique-se de que ele tenha sido congelado antes

As temperaturas negativas ajudam a matar possíveis larvas de tênia que tenham sido engolidas pelo peixe. Mas, para isso acontecer, são necessários pelo menos sete dias em temperaturas menores do que 20 graus negativos.

2 - Atenção com a origem do salmão

A maior parte desta espécie consumida aqui no Brasil não vem das águas profundas do hemisfério Norte, mas do Chile, onde são criados em cativeiro. O problema é que, nestas condições, os animais estão mais sujeitos a carregar infecções e parasitoses. E a saber: as contaminações podem ocorrer tanto em peixes de água doce quanto de água salgada.

3 - O peixe cru deve estar sempre gelado

Acima de 4 graus já há risco de contaminação de bactérias, por isso desconfie das postas exibidas em estufas, nos balcões de restaurantes, ou de sashimis servidos em temperatura quase ambiente, o que indica que ele já está fora da geladeira há algum tempo.

4 - Sempre que possível, analise o peixe inteiro

É um pouco difícil quando comemos fora, mas, ao comprar no supermercado, verifique se a pele está brilhante e íntegra. Já os olhos não podem ter manchinhas ou estarem fundos e embaçados. A carne deve ser rígida e não molenga demais.

5 - Separe utensílios exclusivos para o peixe

Isso vale para carnes em geral. Na hora de manusear, não use facas que já passaram por outros ingredientes e fuja das tábuas de madeira, que são porosas e facilitam a multiplicação de bactérias. No restaurante, verifique se o local segue essas práticas e evite as barcas de madeira, pelo mesmo motivo das tábuas.

6 - Observe o local antes de comer

Parte da contaminação pode ocorrer durante o transporte e a compra do peixe, mas na cozinha do restaurante é possível conferir se os funcionários lavam as mãos constantemente, se há uma estação exclusiva para o preparo dos sushis e como são as condições de higiene do ambiente.

7 - O congelado também exige cuidado

Se houver presença de pedaços de gelo dentro da embalagem ou os filés estiverem grudados, pode ser um sinal de que o peixe já descongelou, o que representa risco de contaminação.

8 - Evite o delivery de peixe cru

Aqui o problema é mais uma vez a temperatura. Na moto, sushi e sashimi passam tempo demais expostos a uma temperatura favorável à contaminação. O melhor é comer logo depois do preparo.

9 - O barato pode sair caro

Para que o peixe tenha um processo de produção seguro, precisa passar por diversos órgãos reguladores e controles de qualidade. Isso custa, então vale o pé atrás com rodízios ou na compra de peixes extremamente baratos em mercados, supermercados ou peixarias.

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domingo, 8 de abril de 2018

Brinquedos de banho são um depósito de bactérias para o bebê

Dentro dos famosos patinhos de borracha, quase sempre localizados próximo a água, foram encontradas bactérias potencialmente patogênicas.

Investigadores suíços e americanos descobriram que os brinquedos de banho usados por crianças são um poço de bactérias. Dentro dos famosos patinhos de borracha, quase sempre localizados próximo a água, foram encontradas bactérias potencialmente patogênicas, como legionela e pseudomonas aeruginosa, muitas vezes relacionada com infeções hospitalares.

Segundo a reportagem do 'Jornal de Notícias', um estudo do Instituto Federal Suíço de Ciência e Tecnologia Aquática, a universidade ETH de Zurique e a Universidade do Illinois, nos EUA, vem dar base científica às preocupações.

"Encontramos grandes diferenças entre diferentes animais de banho. Uma das razões é o material, porque pode libertar carbono, que serve de alimento para as bactérias", revela Lisa Neu, a investigadora responsável pela investigação.

Os cientistas revelam que encontraram 75 milhões de células por centímetro quadrados, entre bactérias e fungos, em alguns dos brinquedos analisados. Apesar de a água da torneira não ser, normalmente, um ambiente propício ao crescimento de bactérias, a má qualidade dos plásticos ajuda ao seu crescimento.

Os investigadores acreditam que regras mais apertadas sobre a qualidades dos polímeros utilizados podem ajudar a minorar esta questão.

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sábado, 10 de março de 2018

Faça seu próprio iogurte natural em casa com 2 ingredientes

Fazer iogurte natural em casa é uma ótima maneira de melhorar a sua qualidade alimentar, economizar dinheiro e descobrir o prazer de cozinhar.

Confira a receita com apenas 2 ingredientes:

– 1 litro de leite

– 1 potinho de iogurte natural (geralmente 150-200ml)

O leite precisa estar morno, numa temperatura de aproximadamente 40°C. Basta aquecer o leite (pode ferver) e depois deixar esfriar até ficar morno. Pode usar um termômetro para medir a temperatura. Uma vez esfriado para a temperatura certa, adicione o iogurte natural e misture.

Coloque em uma vasilha grande, cubra com papel filme, uma toalha ou pano limpos e guarde em um local que vai manter a temperatura por algum tempo, como o fogão (pré-aquecido, mas desligado).

Deixe o iogurte descansando de 6 a 8 horas. Mas não há problema se passar um pouco desse tempo. Uma dica valiosa é acender a luz do fogão. Isso ajuda a manter uma temperatura morna dentro do forno. As bactérias precisam dessa temperatura para fazer a sua mágica.

Depois dessas horas, o iogurte estará pronto. E você pode drenar, adoçar, de acordo com as suas preferências.

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Hábito pode aumentar risco de demência em 43%, revela estudo

  Um estudo conduzido por pesquisadores da China concluiu que o consumo elevado de açúcar ao longo da vida poderá contribuir de forma signif...