quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

 


Especialistas em nutrição apontam que certas bebidas comuns podem irritar o estômago, causar refluxo, acelerar a absorção do álcool ou provocar picos de glicose quando consumidas em jejum. Saiba quais são e por que é melhor evitá-las.







Ao acordar ou mesmo entre as refeições, é importante prestar atenção ao que se bebe. Especialistas em nutrição consultados pelo site Real Simple alertam que algumas bebidas, embora comuns no dia a dia, podem causar desconforto quando consumidas de estômago vazio. Seis delas merecem atenção especial.

1. Café puro

Beber café logo ao despertar é hábito de muita gente, mas pode ser agressivo quando o estômago está vazio. Segundo a epidemiologista nutricional Jacqueline A. Vernarelli, “como o café contém ácidos clorogênicos, é muito ácido e estimula o estômago a produzir ainda mais ácido”. Ela acrescenta que “o café pode aumentar a motilidade gástrica, o que pode irritar a mucosa estomacal”.

Esses efeitos podem resultar em refluxo, azia, ansiedade, tremores e aumento da frequência cardíaca. Vernarelli sugere adicionar um pouco de leite ou comer algo leve antes do café: “A melhor alternativa é beber água ou comer um pequeno lanche, como uma banana, iogurte ou uma fatia de torrada, antes do café”.

2. Chás com Cafeína

A troca do café por chás que também contêm cafeína não elimina o problema. 

A nutricionista Kristen Carli explica que “a cafeína do chá pode aumentar a produção de ácido gástrico”, o que pode gerar náusea, refluxo e cólicas.

Ela alerta ainda que bebidas muito quentes “podem irritar o revestimento do esôfago e do estômago”. Antes do chá, a recomendação é comer alimentos com proteína e gordura, como ovos, iogurte, aveia ou pão integral.

3. Bebidas Gaseificadas

Refrigerantes e até água com gás podem causar desconforto quando ingeridos de estômago vazio. Segundo Carli, “esse gás continua a acumular e a subir, a menos que haja comida no estômago para impedi-lo”. E quando o gás sobe, “traz consigo ácido estomacal, o que pode contribuir para o refluxo”.

4. Suco de Frutas Cítricas

Embora ricos em vitamina C, sucos de laranja, limão ou toranja são muito ácidos. A nutricionista Amanda Sauceda explica que “a acidez do suco de laranja pode irritar a mucosa estomacal, o que pode ser um problema para quem tem úlceras”.

O açúcar natural das frutas também preocupa. “O açúcar presente nas frutas não é inerentemente mau, mas pode causar picos de glicemia, levando a desejos por doces ou quedas bruscas de energia”.

De estômago vazio, esses sucos podem causar cólicas, náuseas e queda de energia. O ideal é consumi-los junto com proteínas e fibras.

5. Bebidas Energéticas

Parece tentador consumir um energético logo pela manhã, mas não é recomendado. Vernarelli explica: “Essas bebidas geralmente têm níveis extremamente altos de cafeína e são repletas de açúcar, o que pode causar picos nos níveis de glicose no sangue”.

6. Álcool

Em brunches ou festas, ingerir álcool com muitas horas de jejum é arriscado.

Carli afirma: “O álcool é absorvido muito rapidamente pela mucosa estomacal”. Sem comida para retardar a absorção, “os níveis de álcool no sangue podem subir rapidamente”.

Isso aumenta o risco de intoxicação e irritação na mucosa, já que “o álcool pode irritar o estômago ao aumentar a secreção de ácido gástrico”.




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domingo, 23 de novembro de 2025

Erros no café da manhã que desaceleram o metabolismo e fazem engordar

 

Pequenos hábitos matinais podem estar sabotando seus esforços para manter o peso sob controle onde especialisas explicam quais erros no café da manhã desaceleram o metabolismo e favorece o ganho de peso na primeira refeição do dia. 





A forma como você começa o dia pode estar interferindo diretamente no seu peso — e o problema pode estar logo no café da manhã. Segundo especialistas, escolhas aparentemente inofensivas logo ao acordar podem desacelerar o metabolismo, aumentar a fome e contribuir para o ganho de gordura corporal

A nutricionista norte-americana Sarah Garone explicou ao portal Eat This, Not That que o metabolismo naturalmente se torna mais lento com o passar dos anos, o que exige mais atenção às refeições matinais. “À medida que envelhecemos, o corpo gasta menos energia em repouso. Depois dos 40, um café da manhã muito calórico pode facilmente contribuir para o aumento de peso”, alertou.

A seguir, veja os principais erros cometidos pela manhã e como corrigi-los para melhorar sua saúde e disposição ao longo do dia.

1. Ignorar o tamanho das porções

 Deixar as medidas “no olho” é um erro comum. Use as porções indicadas na embalagem como referência e, se possível, meça os alimentos com xícaras ou colheres. Isso evita exageros e ajuda a manter o equilíbrio calórico.

2. Consumir muito açúcar

Café da manhã com excesso de açúcares adicionados provoca picos de energia seguidos de queda brusca, o que gera fome antes do almoço. Substitua alimentos muito doces por opções ricas em fibras e proteínas, que saciam por mais tempo.

3. Esquecer das proteínas

Nem todos precisam de grandes quantidades, mas incluir uma fonte de proteína magra no café da manhã ajuda a controlar o apetite e os desejos por doces. Boas opções incluem ovos, manteiga de amendoim, iogurte natural e feijão.

4. Comer pouca fibra

A fibra é essencial para o funcionamento do intestino e prolonga a sensação de saciedade. Alimentos integrais, frutas, aveia e sementes são ótimas escolhas. Estudos indicam que quem consome fibras no café da manhã tende a manter hábitos alimentares mais equilibrados durante o dia.

5. Pular o café da manhã

Ficar sem comer pela manhã pode desregular o metabolismo e afetar a microbiota intestinal, além de aumentar o risco de compulsão alimentar e ganho de peso. A primeira refeição do dia deve ser completa, com fontes de proteínas, fibras e gorduras boas.

O que incluir no café da manhã para cuidar do intestino

De acordo com o gastroenterologista Joseph Sallhab, em entrevista ao jornal britânico Mirror, um café da manhã equilibrado também favorece a saúde intestinal e o bem-estar geral. Ele recomenda incluir alimentos com efeito anti-inflamatório e probióticos naturais, como iogurte grego ou kefir, que fortalecem a flora intestinal.

Adicionar frutas vermelhas é uma boa estratégia, pois elas ajudam as bactérias benéficas a se desenvolver e ainda melhoram a memória e a concentração. As nozes fornecem gorduras boas e ômega-3, enquanto as sementes de chia são ricas em fibras e ajudam a prevenir a constipação.

Por fim,ma  a canela é ualiada valiosa: além de dar sabor, tem ação anti-inflamatória e contribui para o controle dos níveis de açúcar no sangue.




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sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Saiba como fatores ambientais podem afetar a saúde do coração

 

Especialista explica relação entre ambiente e doenças cardiológicas; veja orientações.







Poluição sonora e do ar, clima extremo, estresse crônico e contaminantes. Cinco fatores ambientais presentes no dia a dia da população dos grandes centros e que aumentam os riscos à saúde cardiovascular. Do ponto de vista biológico, eles criam um ambiente hostil para o sistema cardíaco e, em longo prazo, podem ampliar as chances de infarto e acidente vascular cerebral.

De acordo com o Dr. Nilton Carneiro, cardiologista e arritmologista do Centro de Cardiologia do Hospital Santa Catarina – Paulista, a exposição contínua a esse conjunto de agentes externos gera um impacto considerável e deve ser avaliada e tratada por especialistas inclusive de forma preventiva, ou seja, antes de surgirem sinais e sintomas de doenças associadas.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) corroboram que ambiente e estilo de vida tem impacto superior à predisposição genética. Quando se trata de doenças cardiovasculares, apenas 20–30% são provenientes de riscos não modificáveis, ou seja, 70% tem como causa aspetos externos. "Isso reforça que fatores ambientais e comportamentais são ponto crucial para a prevenção", explica o especialista.

Poluição do ar

Classificado como nível moderado pelos órgãos de monitoramento, o índice de poluição do ar em São Paulo, por exemplo, já é suficiente para elevar os riscos de problemas cardiológicos. Uma das causas é a concentração de um tipo de poeira extremamente fina, presente no ar: o chamado material particulado fino (PM2.5) que, em medições recentes, aparece em valor superior ao recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O Dr. Nilton Carneiro explica que o PM2.5 consegue penetrar nos pulmões e chegar à corrente sanguínea, gerando resposta inflamatória e estresse oxidativo, o que acelera o envelhecimento e aumenta a possibilidade de doenças. As alterações afetam os vasos sanguíneos e deixam o sangue mais propenso a formar coágulos. Consequência: risco de infarto agudo do miocárdio, AVC e arritmias, mesmo em pessoas sem histórico de doenças cardiovasculares.

Poluição sonora e estresse

Uma reação em cadeia é gerada por elementos comuns à rotina dos brasileiros: poluição sonora eleva os hormônios do estresse que, quando crônico, produz aumento dos níveis de cortisol e pressão arterial; falta de exercício físico e menor contato com espaços verdes dificultam o relaxamento, que por sua vez ajudaria a evitar o estresse e a preservar o coração.

“A exposição crônica ao ruído faz o corpo ativar seu sistema de alerta e ser mantido em estado de tensão por conta da desregulação da produção de cortisol e adrenalina. Isso pode resultar em aumento da pressão arterial, alteração do fluxo sanguíneo, estresse oxidativo e inflamação, ampliando o risco de infarto e AVC. Nesse ponto, políticas públicas que reduzam ruído urbano e de tráfego são essenciais”, avalia o especialista.

Clima extremo

Mudanças extremas do clima também afetam o coração. As ondas de calor, por exemplo, impõem estresse térmico ao corpo e podem causar desidratação, aumento da viscosidade do sangue e sobrecarga cardíaca, elevando as possibilidades de infarto, arritmias e AVC. Idosos, pessoas com insuficiência cardíaca, doença arterial coronariana, hipertensos e usuários de certos medicamentos (como diuréticos) são mais vulneráveis.

Contaminantes

Metais pesados, como chumbo e arsênio, além de compostos industriais, acarretam danos ao sistema cardiovascular, entre eles a aterosclerose acelerada - entupimento das artérias. Mesmo em baixas doses, a exposição contínua e o acúmulo no organismo são preocupantes. “Algumas das consequências são hipertensão e maior risco para arritmias e insuficiência cardíaca”, afirma o especialista do Hospital Santa Catarina – Paulista. Abaixo, o médico dá orientações para preservar a saúde.

Dicas para reduzir efeitos:

  • 1. Diminua a exposição à poluição: evite atividades físicas próximas a vias movimentadas, use purificadores de ar em ambientes fechados e tenha atenção aos índices de qualidade do ar.
  • 2. Gerencie o estresse: pratique técnicas de atenção plena, respiração e meditação e busque parques e áreas verdes com frequência para reduzir o cortisol.
  • 3. Hidrate-se e fique atento no calor extremo: reforce a ingestão de líquidos durante ondas de calor e evite exercícios exaustivos nos horários mais quentes.
  • 4. Cuidado com a água: considere o uso de filtros de qualidade para reduzir a exposição a contaminantes como chumbo e arsênio.
  • 5. Proteja sua audição: use protetores auriculares quando necessário, insonorize ambientes, priorize áreas silenciosas e incorpore "pausas acústicas" na rotina.




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terça-feira, 30 de setembro de 2025

Alerta: Bebida adulterada por metanol pode cegar

 

Consumo de bebida adulterada dispara, pode causar neurite óptica e levar à perda da visão. Saiba como evitar.








O número de intoxicações por bebida adulterada  registrados em setembro pelo  CIATOX   (Centro de Informação e Assistência Toxicológica) de Campinas bateu recorde.  Somou 9 intoxicações com dois casos de cegueira no estado de São Paulo, além de mais 10  pacientes sob  investigação até o dia 25 do mês.

De acordo com o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto diretor executivo do Instituto Penido Burnier de Campinas quando o metanol entra na corrente sanguínea é transformado  em ácido fórmico, substância que diminui a oxigenação das células e é altamente tóxica. A toxidade somada à falta de oxigênio, explica,  atacam o nervo óptico desencadeando neurite óptica. Caso a doença não receba o tratamento adequado durante a fase inicial ou aguda causa a perda irrecuperável da visão.  Já a intoxicação sistêmica  causa sérios danos ao fígado, rim, coração, pâncreas e até alterações na camada externa do cérebro que caracterizam a esclerose múltipla, levando ao óbito.

O especialista diz que os  sinais de alerta sempre indicam uma  emergência médica, mas, geralmente só surgem entre 12 e 24 horas. Isso  porque,  o álcool etílico das bebidas tornam o metabolismo do metanol mais lento, explica.  Nos olhos, afirma,  os primeiros sintomas são: visão turva, fotofobia e dor retrobulbar ou ao movimentar os olhos. Os sintomas sistêmicos mais frequentes da intoxicação elencados pelo médico são: náusea,  forte dor de cabeça, dor abdominal, vômitos e alteração da consciência.


Tratamento

As primeiras 48 horas são cruciais para salvar a visão e a vida após uma intoxicação por metanol. Diante da suspeita de ingestão de álcool adulterado, Queiroz Neto recomenda que a pessoa  seja encaminhada  a uma triagem no CIATOX   para confirmar a acidose metabólica grave que requer hemodiálise para eliminar  o metanol da corrente sanguínea. Outra terapia elencada pelo oftalmologista  para casos menos graves de acidose, frequente entre pessoas que consomem pouca bebida adulterada é o fomepizol, também conhecido como 4-metilpirazo, um antídoto ao metanol.

O acúmulo de ácido fórmico no nervo óptico  pode causar edema que pode ser tratado com  corticosteroides que eliminam a inflamação. A dica para prevenir intoxicação por bebida adulterada observar na garrafa o registro ANVISA, lacre de segurança e selo fiscal, finaliza.





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quarta-feira, 3 de setembro de 2025

Inteligência emocional: por que é tão difícil controlar os sentimentos?

 


Excesso de redes sociais, de informações e esvaziamento das relações contribuem para reduzir a inteligência emocional, afirma a auditora e pesquisadora Flávia Ceccato, autora do livro "Descobrindo a Inteligência Existencial: Ferramentas, Insights e Implicações".







Cada vez mais pessoas relatam dificuldade em lidar com emoções, seja no trabalho, nas relações pessoais ou diante das pressões do dia a dia. A habilidade conhecida como inteligência emocional, que envolve reconhecer, compreender e regular sentimentos, parece ter entrado em crise e passou a se tornar cada vez mais um “artigo de luxo”, mas por que?

Para a auditora e pesquisadora do CPAH, Flávia Ceccato, isso não é por acaso. “Vivemos um momento histórico de excesso, excesso de redes sociais, excesso de informações, de estímulos externos e, ao mesmo tempo, um esvaziamento das relações significativas. Isso compromete a forma como nos conectamos conosco mesmos e com os outros”, explica a especialista.

Inteligência emocional x inteligência existencial

A inteligência existencial, conceito proposto por Howard Gardner, vai além da cognição tradicional e envolve a capacidade de refletir sobre propósito, significado e existência. Diferente da inteligência emocional, que foca no reconhecimento e gestão das emoções, a existencial aprofunda a compreensão sobre quem somos e por que estamos aqui.

Segundo Gardner, ela conecta experiências a escolhas conscientes, funcionando como uma bússola para decisões complexas. Pesquisadores atuais, como Flávia Ceccato em seu livro "Descobrindo a Inteligência Existencial: Ferramentas, Insights e Implicações", ampliam essa visão, propondo critérios objetivos e novas abordagens em neurociência para estudar essa dimensão fundamental da mente humana.

Mais sobrecarga do que podemos suportar

De acordo com ela, a inteligência emocional é construída a partir da autopercepção, empatia e capacidade de regulação, mas quando a mente está constantemente saturada por notificações e comparações sociais, essas competências enfraquecem.

“O cérebro humano não foi projetado para lidar com tanta sobrecarga emocional e cognitiva. Esse fluxo contínuo gera ansiedade, impulsividade e uma sensação constante de inadequação, um vazio existencial”, acrescenta.

Além do impacto das redes sociais, a pesquisadora aponta outro fator: a falta de espaço para desenvolver habilidades socioemocionais.

“As pessoas priorizam conquistas externas e resultados imediatos, mas não investem em autoconhecimento, sem isso, fica impossível gerenciar sentimentos de forma saudável”, alerta.

Para recuperar o equilíbrio, Flávia Ceccato sugere práticas simples, como limitar o tempo online, cultivar conversas significativas e investir em técnicas de autorregulação, como respiração consciente, mindfulness e o suporte de um profissional da saúde mental.

“Inteligência emocional não é inata, é treinável. O problema é que estamos treinando justamente o oposto: reatividade e dispersão”, conclui.



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quarta-feira, 20 de agosto de 2025

Veja quais sinais podem indicar que seu intestino está inflamado

 


Um intestino saudável ajuda a manter o sistema imunológico eficiente, já que grande parte das células imunes do corpo está localizada na mucosa intestinal. Distúrbios intestinais podem também afetar o bem-estar mental, visto que o intestino e o cérebro estão interligados por meio do eixo intestino-cérebro.





O papel do intestino implica na digestão e absorção de nutrientes essenciais para o organismo. Após a ingestão dos alimentos, o intestino delgado é responsável por quebrar as partículas alimentares em nutrientes menores, como aminoácidos, açúcares simples e ácidos graxos, que são então absorvidos para a corrente sanguínea. 

O intestino grosso, por sua vez, reabsorve água e sais minerais, formando as fezes que serão eliminadas. Além disso, o intestino contém uma vasta comunidade de microbiota, que contribui para a digestão, síntese de vitaminas e proteção contra patógenos.

Um intestino saudável ajuda a manter o sistema imunológico eficiente, já que grande parte das células imunes do corpo está localizada na mucosa intestinal. Distúrbios intestinais podem também afetar o bem-estar mental, visto que o intestino e o cérebro estão interligados por meio do eixo intestino-cérebro. 

Portanto, garantir um funcionamento adequado do intestino é essencial para o equilíbrio nutricional, imunológico e psicológico do organismo. Mas, o que acontece com o corpo quando o intestino não funciona bem?

O termo “intestino inflamado” refere-se à inflamação das paredes intestinais, que pode ocorrer em diferentes partes do trato gastrointestinal. Essa inflamação pode causar uma série de sintomas desconfortáveis e, se não tratada, pode levar a complicações graves. 

Dor abdominal e cólicas, diarreia frequente e, em alguns casos, com sangue ou muco, perda de apetite e perda de peso inexplicada, fadiga e sensação geral de mal-estar, além de náuseas e vômitos, em casos graves, são os principais sintomas e merecem atenção.

Marcelo Martins, médico e professor do curso de Medicina da Faculdade Pitágoras, explica sobre as causas. “Entre as causas mais comuns estão as infecções bacterianas, virais ou parasitárias, além das intolerâncias alimentares, como a intolerância à lactose, ao glúten e reações alérgicas a certos alimentos. 

É valido destacar as doenças inflamatórias intestinais, como Doença de Crohn e colite ulcerativa, que causam inflamação crônica no trato gastrointestinal. O uso excessivo de medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) também pode irritar o revestimento intestinal. Já a síndrome do intestino irritável pode causar sintomas semelhantes, embora não haja inflamação visível”, detalha o especialista.

Quanto ao tratamento, o médico esclarece que a definição do método feita por um especialista médico depende da causa subjacente e pode incluir:

Medicamentos: anti-inflamatórios, imunossupressores e antibióticos, conforme a condição diagnosticada.
Dieta: ajustes alimentares para evitar alimentos que causam irritação e inflamação, com acompanhamento de um nutricionista.
Suplementos nutricionais: para compensar deficiências nutricionais causadas pela inflamação.
Mudanças no estilo de vida: incluindo técnicas de manejo do estresse e prática regular de exercícios físicos.
Tratamento médico avançado: em casos graves, pode ser necessário tratamento cirúrgico ou terapias mais específicas.




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Hábito pode aumentar risco de demência em 43%, revela estudo

  Um estudo conduzido por pesquisadores da China concluiu que o consumo elevado de açúcar ao longo da vida poderá contribuir de forma signif...