domingo, 23 de novembro de 2025

Erros no café da manhã que desaceleram o metabolismo e fazem engordar

 

Pequenos hábitos matinais podem estar sabotando seus esforços para manter o peso sob controle onde especialisas explicam quais erros no café da manhã desaceleram o metabolismo e favorece o ganho de peso na primeira refeição do dia. 





A forma como você começa o dia pode estar interferindo diretamente no seu peso — e o problema pode estar logo no café da manhã. Segundo especialistas, escolhas aparentemente inofensivas logo ao acordar podem desacelerar o metabolismo, aumentar a fome e contribuir para o ganho de gordura corporal

A nutricionista norte-americana Sarah Garone explicou ao portal Eat This, Not That que o metabolismo naturalmente se torna mais lento com o passar dos anos, o que exige mais atenção às refeições matinais. “À medida que envelhecemos, o corpo gasta menos energia em repouso. Depois dos 40, um café da manhã muito calórico pode facilmente contribuir para o aumento de peso”, alertou.

A seguir, veja os principais erros cometidos pela manhã e como corrigi-los para melhorar sua saúde e disposição ao longo do dia.

1. Ignorar o tamanho das porções

 Deixar as medidas “no olho” é um erro comum. Use as porções indicadas na embalagem como referência e, se possível, meça os alimentos com xícaras ou colheres. Isso evita exageros e ajuda a manter o equilíbrio calórico.

2. Consumir muito açúcar

Café da manhã com excesso de açúcares adicionados provoca picos de energia seguidos de queda brusca, o que gera fome antes do almoço. Substitua alimentos muito doces por opções ricas em fibras e proteínas, que saciam por mais tempo.

3. Esquecer das proteínas

Nem todos precisam de grandes quantidades, mas incluir uma fonte de proteína magra no café da manhã ajuda a controlar o apetite e os desejos por doces. Boas opções incluem ovos, manteiga de amendoim, iogurte natural e feijão.

4. Comer pouca fibra

A fibra é essencial para o funcionamento do intestino e prolonga a sensação de saciedade. Alimentos integrais, frutas, aveia e sementes são ótimas escolhas. Estudos indicam que quem consome fibras no café da manhã tende a manter hábitos alimentares mais equilibrados durante o dia.

5. Pular o café da manhã

Ficar sem comer pela manhã pode desregular o metabolismo e afetar a microbiota intestinal, além de aumentar o risco de compulsão alimentar e ganho de peso. A primeira refeição do dia deve ser completa, com fontes de proteínas, fibras e gorduras boas.

O que incluir no café da manhã para cuidar do intestino

De acordo com o gastroenterologista Joseph Sallhab, em entrevista ao jornal britânico Mirror, um café da manhã equilibrado também favorece a saúde intestinal e o bem-estar geral. Ele recomenda incluir alimentos com efeito anti-inflamatório e probióticos naturais, como iogurte grego ou kefir, que fortalecem a flora intestinal.

Adicionar frutas vermelhas é uma boa estratégia, pois elas ajudam as bactérias benéficas a se desenvolver e ainda melhoram a memória e a concentração. As nozes fornecem gorduras boas e ômega-3, enquanto as sementes de chia são ricas em fibras e ajudam a prevenir a constipação.

Por fim,ma  a canela é ualiada valiosa: além de dar sabor, tem ação anti-inflamatória e contribui para o controle dos níveis de açúcar no sangue.




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sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Saiba como fatores ambientais podem afetar a saúde do coração

 

Especialista explica relação entre ambiente e doenças cardiológicas; veja orientações.







Poluição sonora e do ar, clima extremo, estresse crônico e contaminantes. Cinco fatores ambientais presentes no dia a dia da população dos grandes centros e que aumentam os riscos à saúde cardiovascular. Do ponto de vista biológico, eles criam um ambiente hostil para o sistema cardíaco e, em longo prazo, podem ampliar as chances de infarto e acidente vascular cerebral.

De acordo com o Dr. Nilton Carneiro, cardiologista e arritmologista do Centro de Cardiologia do Hospital Santa Catarina – Paulista, a exposição contínua a esse conjunto de agentes externos gera um impacto considerável e deve ser avaliada e tratada por especialistas inclusive de forma preventiva, ou seja, antes de surgirem sinais e sintomas de doenças associadas.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) corroboram que ambiente e estilo de vida tem impacto superior à predisposição genética. Quando se trata de doenças cardiovasculares, apenas 20–30% são provenientes de riscos não modificáveis, ou seja, 70% tem como causa aspetos externos. "Isso reforça que fatores ambientais e comportamentais são ponto crucial para a prevenção", explica o especialista.

Poluição do ar

Classificado como nível moderado pelos órgãos de monitoramento, o índice de poluição do ar em São Paulo, por exemplo, já é suficiente para elevar os riscos de problemas cardiológicos. Uma das causas é a concentração de um tipo de poeira extremamente fina, presente no ar: o chamado material particulado fino (PM2.5) que, em medições recentes, aparece em valor superior ao recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O Dr. Nilton Carneiro explica que o PM2.5 consegue penetrar nos pulmões e chegar à corrente sanguínea, gerando resposta inflamatória e estresse oxidativo, o que acelera o envelhecimento e aumenta a possibilidade de doenças. As alterações afetam os vasos sanguíneos e deixam o sangue mais propenso a formar coágulos. Consequência: risco de infarto agudo do miocárdio, AVC e arritmias, mesmo em pessoas sem histórico de doenças cardiovasculares.

Poluição sonora e estresse

Uma reação em cadeia é gerada por elementos comuns à rotina dos brasileiros: poluição sonora eleva os hormônios do estresse que, quando crônico, produz aumento dos níveis de cortisol e pressão arterial; falta de exercício físico e menor contato com espaços verdes dificultam o relaxamento, que por sua vez ajudaria a evitar o estresse e a preservar o coração.

“A exposição crônica ao ruído faz o corpo ativar seu sistema de alerta e ser mantido em estado de tensão por conta da desregulação da produção de cortisol e adrenalina. Isso pode resultar em aumento da pressão arterial, alteração do fluxo sanguíneo, estresse oxidativo e inflamação, ampliando o risco de infarto e AVC. Nesse ponto, políticas públicas que reduzam ruído urbano e de tráfego são essenciais”, avalia o especialista.

Clima extremo

Mudanças extremas do clima também afetam o coração. As ondas de calor, por exemplo, impõem estresse térmico ao corpo e podem causar desidratação, aumento da viscosidade do sangue e sobrecarga cardíaca, elevando as possibilidades de infarto, arritmias e AVC. Idosos, pessoas com insuficiência cardíaca, doença arterial coronariana, hipertensos e usuários de certos medicamentos (como diuréticos) são mais vulneráveis.

Contaminantes

Metais pesados, como chumbo e arsênio, além de compostos industriais, acarretam danos ao sistema cardiovascular, entre eles a aterosclerose acelerada - entupimento das artérias. Mesmo em baixas doses, a exposição contínua e o acúmulo no organismo são preocupantes. “Algumas das consequências são hipertensão e maior risco para arritmias e insuficiência cardíaca”, afirma o especialista do Hospital Santa Catarina – Paulista. Abaixo, o médico dá orientações para preservar a saúde.

Dicas para reduzir efeitos:

  • 1. Diminua a exposição à poluição: evite atividades físicas próximas a vias movimentadas, use purificadores de ar em ambientes fechados e tenha atenção aos índices de qualidade do ar.
  • 2. Gerencie o estresse: pratique técnicas de atenção plena, respiração e meditação e busque parques e áreas verdes com frequência para reduzir o cortisol.
  • 3. Hidrate-se e fique atento no calor extremo: reforce a ingestão de líquidos durante ondas de calor e evite exercícios exaustivos nos horários mais quentes.
  • 4. Cuidado com a água: considere o uso de filtros de qualidade para reduzir a exposição a contaminantes como chumbo e arsênio.
  • 5. Proteja sua audição: use protetores auriculares quando necessário, insonorize ambientes, priorize áreas silenciosas e incorpore "pausas acústicas" na rotina.




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terça-feira, 30 de setembro de 2025

Alerta: Bebida adulterada por metanol pode cegar

 

Consumo de bebida adulterada dispara, pode causar neurite óptica e levar à perda da visão. Saiba como evitar.








O número de intoxicações por bebida adulterada  registrados em setembro pelo  CIATOX   (Centro de Informação e Assistência Toxicológica) de Campinas bateu recorde.  Somou 9 intoxicações com dois casos de cegueira no estado de São Paulo, além de mais 10  pacientes sob  investigação até o dia 25 do mês.

De acordo com o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto diretor executivo do Instituto Penido Burnier de Campinas quando o metanol entra na corrente sanguínea é transformado  em ácido fórmico, substância que diminui a oxigenação das células e é altamente tóxica. A toxidade somada à falta de oxigênio, explica,  atacam o nervo óptico desencadeando neurite óptica. Caso a doença não receba o tratamento adequado durante a fase inicial ou aguda causa a perda irrecuperável da visão.  Já a intoxicação sistêmica  causa sérios danos ao fígado, rim, coração, pâncreas e até alterações na camada externa do cérebro que caracterizam a esclerose múltipla, levando ao óbito.

O especialista diz que os  sinais de alerta sempre indicam uma  emergência médica, mas, geralmente só surgem entre 12 e 24 horas. Isso  porque,  o álcool etílico das bebidas tornam o metabolismo do metanol mais lento, explica.  Nos olhos, afirma,  os primeiros sintomas são: visão turva, fotofobia e dor retrobulbar ou ao movimentar os olhos. Os sintomas sistêmicos mais frequentes da intoxicação elencados pelo médico são: náusea,  forte dor de cabeça, dor abdominal, vômitos e alteração da consciência.


Tratamento

As primeiras 48 horas são cruciais para salvar a visão e a vida após uma intoxicação por metanol. Diante da suspeita de ingestão de álcool adulterado, Queiroz Neto recomenda que a pessoa  seja encaminhada  a uma triagem no CIATOX   para confirmar a acidose metabólica grave que requer hemodiálise para eliminar  o metanol da corrente sanguínea. Outra terapia elencada pelo oftalmologista  para casos menos graves de acidose, frequente entre pessoas que consomem pouca bebida adulterada é o fomepizol, também conhecido como 4-metilpirazo, um antídoto ao metanol.

O acúmulo de ácido fórmico no nervo óptico  pode causar edema que pode ser tratado com  corticosteroides que eliminam a inflamação. A dica para prevenir intoxicação por bebida adulterada observar na garrafa o registro ANVISA, lacre de segurança e selo fiscal, finaliza.





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quarta-feira, 3 de setembro de 2025

Inteligência emocional: por que é tão difícil controlar os sentimentos?

 


Excesso de redes sociais, de informações e esvaziamento das relações contribuem para reduzir a inteligência emocional, afirma a auditora e pesquisadora Flávia Ceccato, autora do livro "Descobrindo a Inteligência Existencial: Ferramentas, Insights e Implicações".







Cada vez mais pessoas relatam dificuldade em lidar com emoções, seja no trabalho, nas relações pessoais ou diante das pressões do dia a dia. A habilidade conhecida como inteligência emocional, que envolve reconhecer, compreender e regular sentimentos, parece ter entrado em crise e passou a se tornar cada vez mais um “artigo de luxo”, mas por que?

Para a auditora e pesquisadora do CPAH, Flávia Ceccato, isso não é por acaso. “Vivemos um momento histórico de excesso, excesso de redes sociais, excesso de informações, de estímulos externos e, ao mesmo tempo, um esvaziamento das relações significativas. Isso compromete a forma como nos conectamos conosco mesmos e com os outros”, explica a especialista.

Inteligência emocional x inteligência existencial

A inteligência existencial, conceito proposto por Howard Gardner, vai além da cognição tradicional e envolve a capacidade de refletir sobre propósito, significado e existência. Diferente da inteligência emocional, que foca no reconhecimento e gestão das emoções, a existencial aprofunda a compreensão sobre quem somos e por que estamos aqui.

Segundo Gardner, ela conecta experiências a escolhas conscientes, funcionando como uma bússola para decisões complexas. Pesquisadores atuais, como Flávia Ceccato em seu livro "Descobrindo a Inteligência Existencial: Ferramentas, Insights e Implicações", ampliam essa visão, propondo critérios objetivos e novas abordagens em neurociência para estudar essa dimensão fundamental da mente humana.

Mais sobrecarga do que podemos suportar

De acordo com ela, a inteligência emocional é construída a partir da autopercepção, empatia e capacidade de regulação, mas quando a mente está constantemente saturada por notificações e comparações sociais, essas competências enfraquecem.

“O cérebro humano não foi projetado para lidar com tanta sobrecarga emocional e cognitiva. Esse fluxo contínuo gera ansiedade, impulsividade e uma sensação constante de inadequação, um vazio existencial”, acrescenta.

Além do impacto das redes sociais, a pesquisadora aponta outro fator: a falta de espaço para desenvolver habilidades socioemocionais.

“As pessoas priorizam conquistas externas e resultados imediatos, mas não investem em autoconhecimento, sem isso, fica impossível gerenciar sentimentos de forma saudável”, alerta.

Para recuperar o equilíbrio, Flávia Ceccato sugere práticas simples, como limitar o tempo online, cultivar conversas significativas e investir em técnicas de autorregulação, como respiração consciente, mindfulness e o suporte de um profissional da saúde mental.

“Inteligência emocional não é inata, é treinável. O problema é que estamos treinando justamente o oposto: reatividade e dispersão”, conclui.



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quarta-feira, 20 de agosto de 2025

Veja quais sinais podem indicar que seu intestino está inflamado

 


Um intestino saudável ajuda a manter o sistema imunológico eficiente, já que grande parte das células imunes do corpo está localizada na mucosa intestinal. Distúrbios intestinais podem também afetar o bem-estar mental, visto que o intestino e o cérebro estão interligados por meio do eixo intestino-cérebro.





O papel do intestino implica na digestão e absorção de nutrientes essenciais para o organismo. Após a ingestão dos alimentos, o intestino delgado é responsável por quebrar as partículas alimentares em nutrientes menores, como aminoácidos, açúcares simples e ácidos graxos, que são então absorvidos para a corrente sanguínea. 

O intestino grosso, por sua vez, reabsorve água e sais minerais, formando as fezes que serão eliminadas. Além disso, o intestino contém uma vasta comunidade de microbiota, que contribui para a digestão, síntese de vitaminas e proteção contra patógenos.

Um intestino saudável ajuda a manter o sistema imunológico eficiente, já que grande parte das células imunes do corpo está localizada na mucosa intestinal. Distúrbios intestinais podem também afetar o bem-estar mental, visto que o intestino e o cérebro estão interligados por meio do eixo intestino-cérebro. 

Portanto, garantir um funcionamento adequado do intestino é essencial para o equilíbrio nutricional, imunológico e psicológico do organismo. Mas, o que acontece com o corpo quando o intestino não funciona bem?

O termo “intestino inflamado” refere-se à inflamação das paredes intestinais, que pode ocorrer em diferentes partes do trato gastrointestinal. Essa inflamação pode causar uma série de sintomas desconfortáveis e, se não tratada, pode levar a complicações graves. 

Dor abdominal e cólicas, diarreia frequente e, em alguns casos, com sangue ou muco, perda de apetite e perda de peso inexplicada, fadiga e sensação geral de mal-estar, além de náuseas e vômitos, em casos graves, são os principais sintomas e merecem atenção.

Marcelo Martins, médico e professor do curso de Medicina da Faculdade Pitágoras, explica sobre as causas. “Entre as causas mais comuns estão as infecções bacterianas, virais ou parasitárias, além das intolerâncias alimentares, como a intolerância à lactose, ao glúten e reações alérgicas a certos alimentos. 

É valido destacar as doenças inflamatórias intestinais, como Doença de Crohn e colite ulcerativa, que causam inflamação crônica no trato gastrointestinal. O uso excessivo de medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) também pode irritar o revestimento intestinal. Já a síndrome do intestino irritável pode causar sintomas semelhantes, embora não haja inflamação visível”, detalha o especialista.

Quanto ao tratamento, o médico esclarece que a definição do método feita por um especialista médico depende da causa subjacente e pode incluir:

Medicamentos: anti-inflamatórios, imunossupressores e antibióticos, conforme a condição diagnosticada.
Dieta: ajustes alimentares para evitar alimentos que causam irritação e inflamação, com acompanhamento de um nutricionista.
Suplementos nutricionais: para compensar deficiências nutricionais causadas pela inflamação.
Mudanças no estilo de vida: incluindo técnicas de manejo do estresse e prática regular de exercícios físicos.
Tratamento médico avançado: em casos graves, pode ser necessário tratamento cirúrgico ou terapias mais específicas.




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sexta-feira, 1 de agosto de 2025

Estudo descobre que dormir demais aumenta o risco de morte. Saiba porquê

 

Estudos recentes indicam que dormir mais de nove horas pode ser prejudicial à saúde, aumentando o risco de morte. Entenda por que dormir demais pode ser tão perigoso quanto dormir pouco.









Notícias e postagens nas redes sociais nos lembram constantemente de que deveríamos dormir mais. Provavelmente, você já ouviu isso várias vezes: dormir pouco faz mal para o cérebro, para o coração e para a saúde em geral — sem falar na pele e no desejo sexual.


Mas e quando o assunto é dormir demais? Relatos recentes indicam que dormir mais de nove horas por noite pode, na verdade, ser pior para a saúde do que dormir pouco.

Afinal, de quanto sono realmente precisamos? E de que forma o excesso de sono pode afetar nossa saúde?

Durante o sono, o corpo passa por processos fisiológicos fundamentais que permitem que tudo funcione corretamente quando estamos acordados. Isso inclui a recuperação muscular, a consolidação da memória e o equilíbrio emocional.

A Sleep Health Foundation, principal organização sem fins lucrativos da Austrália dedicada à saúde do sono, recomenda que adultos durmam entre sete e nove horas por noite. Algumas pessoas, no entanto, funcionam bem com menos de sete horas — são os chamados "dormidores curtos naturais".

Para a maioria das pessoas, porém, dormir menos do que sete horas tem impactos negativos. A curto prazo, uma noite mal dormida pode causar fadiga, mau humor, aumento do estresse e dificuldade de concentração no trabalho.

A longo prazo, a privação de sono de qualidade se torna um fator de risco importante para vários problemas de saúde. Está ligada a doenças cardiovasculares (como infarto e AVC), distúrbios metabólicos (como diabetes tipo 2), questões de saúde mental (como depressão e ansiedade), certos tipos de câncer e até aumento no risco de morte.

Fica claro que dormir pouco faz mal. Mas e dormir demais?

Um estudo recente revisou dados de 79 pesquisas anteriores que acompanharam pessoas por pelo menos um ano, avaliando como a duração do sono influenciava o risco de doenças e de morte.

Os pesquisadores observaram que quem dormia menos de sete horas por noite tinha 14% mais risco de morrer durante o período analisado, em comparação com pessoas que dormiam entre sete e oito horas. Isso confirma os já conhecidos efeitos negativos da má qualidade do sono.

Porém, o estudo também mostrou que pessoas que dormiam mais de nove horas por noite tinham um risco 34% maior de morte do que aquelas que dormiam entre sete e oito horas.

Uma análise semelhante feita em 2018, com dados de 74 estudos, também apontou um aumento de 14% no risco de morte entre quem dormia mais de nove horas.

Outros estudos ligam o sono excessivo a problemas como depressão, dor crônica, ganho de peso e distúrbios metabólicos.

Isso pode soar alarmante, mas é importante lembrar: esses estudos mostram apenas uma associação — não que dormir demais cause esses problemas ou a morte.

Então, por que dormir demais está relacionado a problemas de saúde?

Vários fatores podem influenciar essa relação. Pessoas com doenças crônicas frequentemente dormem mais, seja por cansaço, por efeitos colaterais de medicamentos ou por tentarem compensar noites mal dormidas. Também é comum que fatores como sedentarismo, obesidade e tabagismo estejam presentes nesses casos — todos ligados à má qualidade do sono.

Ou seja, dormir demais pode ser consequência de um problema de saúde — e não a causa.





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Hábito pode aumentar risco de demência em 43%, revela estudo

  Um estudo conduzido por pesquisadores da China concluiu que o consumo elevado de açúcar ao longo da vida poderá contribuir de forma signif...