domingo, 6 de julho de 2025

Plástico no dia a dia contamina comida com micro e nanoplásticos

 

Revisão de 103 estudos aponta que potes, tampas e utensílios de plástico liberam microplásticos nos alimentos. Partículas já foram encontradas em órgãos humanos, e cientistas alertam para riscos à saúde e necessidade urgente de limitar o uso desses materiais.






Guardou a comida num pote plástico? Abriu uma garrafa de água? Usou uma tábua para cortar legumes? Essas ações simples do dia a dia podem estar contaminando seus alimentos com micro e nanoplásticos — partículas minúsculas que vêm sendo encontradas em diversos produtos consumidos rotineiramente.

Uma revisão científica feita por uma equipe liderada pela bióloga Lisa Zimmermann, da Universidade Goethe, na Alemanha, analisou 103 estudos sobre contaminação alimentar e concluiu que o uso normal de itens plásticos, como potes reutilizáveis, copos descartáveis, saquinhos de chá, tampas de garrafas e até utensílios próprios para micro-ondas, libera partículas invisíveis a olho nu que vão direto para a comida.

“Esta é a primeira evidência sistemática de como o uso normal e pretendido de alimentos embalados em plástico pode ser contaminado com micro e nanoplásticos”, disse Zimmermann à CNN, citada pelo portal Science Alert. “Descobrimos que as embalagens de alimentos são, na verdade, uma fonte direta dessas partículas.”

As descobertas são alarmantes. Segundo os pesquisadores, 96% dos artigos analisados relataram a presença dessas partículas nos alimentos. Os chamados MNPs (micro e nanoplásticos) são gerados à medida que o plástico se decompõe ou sofre abrasão, como em lavagens repetidas ou exposição ao calor.

Além disso, os cientistas observaram que alimentos ultraprocessados tendem a conter mais microplásticos do que os minimamente processados — o que pode estar relacionado à maior quantidade de etapas e contato com equipamentos de plástico durante a produção.

Já foram encontrados microplásticos em órgãos humanos, placentas e até fetos de camundongos. Um estudo recente apontou que pessoas com doenças cardiovasculares apresentaram maior risco de morte quando havia concentração elevada dessas partículas nas artérias. Apesar disso, os efeitos à saúde ainda não são totalmente compreendidos.

Zimmermann reforça que são necessárias mais pesquisas para entender os impactos na saúde humana e, enquanto isso, recomenda que a exposição aos microplásticos seja reduzida ao máximo — inclusive com medidas que limitem o uso de plásticos em contato com alimentos. “A abordagem preventiva é prudente”, concluiu a equipe no artigo publicado na npj Science of Food.




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sábado, 28 de junho de 2025

3 bebidas que aceleram o envelhecimento da pele

 

Para garantir uma pele saudável e com aspecto jovial, é essencial evitar o consumo excessivo dessas bebidas e manter uma rotina de cuidados que inclua hidratação adequada e uma alimentação balanceada.









Para manter uma pele jovem e saudável, é fundamental prestar atenção à alimentação e aos hábitos diários. De acordo com especialistas, certos tipos de bebidas podem contribuir para o envelhecimento precoce da pele, causando o aparecimento de rugas e a perda de elasticidade. O site SheFinds consultou diversos dermatologistas para entender melhor o impacto dessas bebidas.

A dermatologista Elaine F. Kung, especializada em cuidados com a pele, explica que algumas bebidas podem desidratar a pele, comprometendo sua elasticidade e favorecendo o surgimento de linhas finas e rugas. Ela destaca que, produtos como refrigerantes, energéticos e bebidas à base de café, podem ter efeitos negativos no nosso corpo e pele.

1. Refrigerantes


Elaine F. Kung alerta que refrigerantes contêm produtos químicos como fósforo, potássio e cafeína, que afetam não apenas os ossos, mas também as células do corpo. O consumo excessivo de refrigerantes pode contribuir para a desidratação da pele, tornando-a mais propensa a rugas.

2. Bebidas energéticas


Jose Mier, dermatologista especializado em cuidados com a pele, afirma que as bebidas energéticas, ao estimularem o cérebro e o sistema nervoso, podem interferir na qualidade do sono. Isso resulta em olheiras e inchaço nos olhos, além de prejudicar a regeneração celular da pele durante a noite.

3. Bebidas de café engarrafadas


Cheryl Rosen, também dermatologista, adverte que as bebidas de café engarrafadas, muitas vezes ricas em aditivos e conservantes, podem causar ressecamento da pele e perda de hidratação. Quando consumidas em excesso, essas bebidas podem contribuir para o envelhecimento precoce da pele.

Em resumo, para garantir uma pele saudável e com aspecto jovial, é essencial evitar o consumo excessivo dessas bebidas e manter uma rotina de cuidados que inclua hidratação adequada e uma alimentação balanceada.



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sábado, 21 de junho de 2025

Médico deixa aviso sério sobre uso de ibuprofeno e paracetamol

 

Especialista reforça que remédios aliviam sintomas, mas não tratam a causa do problema.




Ter Ibuprofeno e Paracetamol sempre à mão e usá-los por conta própria pode parecer inofensivo, mas o hábito merece atenção. Em entrevista ao jornal La Vanguardia, o médico de família Fernando Fabiani alertou que esses medicamentos, embora úteis para aliviar desconfortos, não têm efeito curativo.


“Nem o Ibuprofeno nem o Paracetamol são tratamentos que curam doenças. Eles apenas amenizam os sintomas”, explica o especialista. Segundo ele, é comum que pessoas recorram a esses remédios em qualquer situação, sem considerar o diagnóstico real ou a causa dos sintomas.

Fabiani cita como exemplo os quadros de gripe. “Esses medicamentos ajudam a reduzir a febre, aliviam dores musculares e de cabeça, mas não tratam o vírus em si. O corpo ainda precisará de tempo para se recuperar naturalmente”, afirmou.

O médico reforça a importância de refletir antes de tomar qualquer medicamento por conta própria. “A pergunta principal que você deve se fazer é: esse remédio é realmente necessário para mim neste momento?”, concluiu.

A recomendação é sempre buscar orientação médica em caso de dúvidas, especialmente se os sintomas persistirem ou se agravarem. Automedicação pode mascarar doenças mais graves e atrasar o tratamento adequado.



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quinta-feira, 12 de junho de 2025

Longevidade: vitamina pode ser a 'chave' contra o envelhecimento

 

A conclusão é de um estudo publicado no The American Journal of Clinical Nutrition.







Segundo um estudo publicado no The American Journal of Clinical Nutrition, existe uma vitamina que pode ajudar a retardar o envelhecimento e aumentando a longevidade. 
Trata-se da vitamina D. 
A investigação sugere que níveis mais elevados podem aumentar a proteção do organismo a certas doenças e não só.

A investigação envolveu mais de mil adultos com mais de 50 anos. 

O grupo de pessoas que recebeu suplementos de vitamina D podem levar a uma pequena redução dos níveis de glóbulos brancos.

"O efeito foi semelhante ao ganho de três anos de vida", revela JoAnn Manson, um dos autores do estudo

Esta vitamina pode ainda ajudar a reduzir o risco de doenças crônicas, como é o caso do câncer e de doenças autoimunes.

A vitamina D foi ainda responsável por evitar a deterioração das células e da sua capacidade de rejuvenescer.  

Deixa ainda um alerta. "Tomar um comprimido ou um suplemento alimentar nunca substituirá uma dieta e um estilo de vida saudáveis. 

É possível atingir a ingestão diária recomendada ao consumir alimentos ricos em vitamina D.





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segunda-feira, 2 de junho de 2025

Aqui estão seis razões saudáveis ​​para comer mais abacaxi

 

Oferece uma ampla gama de nutrientes e proteínas essenciais na digestão.





Há quem ame, há quem odeie. Estamos falando do abacaxi – um superalimento repleto de benefícios para a saúde que talvez você ainda não conheça.

“Analisando o perfil nutricional do abacaxi, percebi que ele oferece uma grande variedade de nutrientes”, explicou a nutricionista Cheryl Mussatto ao site Real Simple.

“Uma xícara contém cerca de 82 calorias, dois gramas de fibra, 169 miligramas de potássio, 74 miligramas de vitamina C e 50% do valor diário recomendado de manganês.”

Se você ainda não está convencido, aqui vão seis bons motivos para incluir mais abacaxi na sua alimentação:


  • 1. Reduz a degeneração relacionada à idade;
  • 2. Ajuda a prevenir algumas doenças crônicas, como problemas
  • respiratórios;
  • 3. Diminui os níveis de açúcar no sangue;
  • 4. Previne resfriados;
  • 5. Melhora a saúde do coração;
  • 6. Auxilia na digestão de proteínas.



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sábado, 24 de maio de 2025

Nova pesquisa associa alteração no olho a doenças cardíacas

 

66% dos participantes com um tipo de depósito na retina desenvolveram doenças cardíacas ou AVC.







Um novo estudo apresentado no início de maio no ARVO, maior congresso sobre retina do mundo,  aponta que  drusenoides, um tipo de depósito com alto teor de colesterol que se forma abaixo  retina, além de representar e alto risco de  DMRI (Degeneração Macular Relacionada à Idade),  indica risco  5 vezes maior de desenvolver  doenças cardiovasculares e AVC  do que que os participantes com drusas.

O  oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, diretor executivo do Instituto Penido Burnier e membro do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) afirma que só foi possível chegar a esta conclusão porque na pesquisa todos os participantes foram acompanhados com Tomográfica de Coerência Óptica (OCT). O exame, explica, conta com avançado de sistema de imagens que fornece varreduras transversais de alta resolução da retina e por isso é a única ferramenta capaz de captar os drusenoides que se depositam abaixo da retina. “Exames de retina menos detalhados captam as drusas,  depósitos de proteínas, gordura e cálcio que se formam sobre a retina conforme envelhecemos, mas nem sempre  desencadeiam a degeneração macular”, pontua.

Queiroz Neto ressalta que por  ficarem abaixo as retina e terem maior teor de colesterol,  os drusenoides que bloqueiam a carótida, facilitam a neovascularização da retina e reduzem  a perfusão do sangue que  levando à perda da visão e outros problemas de saúde.

A pesquisa

Realizada em Nova Iorque, por pesquisadores do Hospital Mount Sinai a pesquisa  reuniu126 pacientes com DMRI. Desses  62 apresentavam drusenoides e 64 drusas, Entre os que apresentavam drusenoides 66%  tinham  sido diagnosticados com doença cardíaca anterior ao estudo. Dos que não tinham doença cardíaca prévia  só 11%desenvolveram drusenoides subretinianos, uma clara evidência  da associação da alteração na retina com as condições cardiovasculares.

Grupos e sinais de risco

O oftalmologista  ressalta que os principais grupos de risco  de doenças na retina são: diabéticos, fumantes, altos míope, cardíacos, portadores de hiperlipidemia, quem tem casos na familiares e os maiores de 60 anos.

A maioria das doenças oculares passam despercebidas no início. Isso porque, a plasticidade de nosso cérebro faz com que nos adaptemos às pequenas mudanças. 

Os sinais  de alteração na retina enumerados pelo especialista são:

  • Enxergar moscas volantes (pequenos pontos pretos flutuantes);
  • Visão embaçada;
  • Perda repentina da visão, parcial ou total;
  • Enxergar linhas tortuosas ou  flashes de luz;
  • Diminuição da visão central ou lateral;
  • Dificuldade de adaptação à luz ou escuridãoque pode estar associada à retinopatia diabética ou retinose pigmentar;
  • Enxergar as cores desbotadas ou alteradaspodem sinalizar  alteração na mácula.

Prevenção

“Prevenir doenças na retina envolve além de atenção a fatores de risco,  hábitos saudáveis e acompanhamento oftalmológico regular”, salienta . Embora algumas doenças tenham componente genético ou sejam inevitáveis com o envelhecimento, muitas podem ser retardadas ou controladas. As dicas de Queiroz Neto para manter a  visão saudável são:

  • - Faça um check-up anual, mesmo sem sintomas.
  • - Para diabéticos, hipertensos ou pessoas com histórico familiar, o acompanhamento pode precisar ser mais frequente.
  • - Inclua vitaminas C, E, A, zinco e luteína/zeaxantina (presentes em vegetais verdes como espinafre e couve)
  • - Essas substâncias protegem a mácula e combatem o envelhecimento da retina.
  • - Use de óculos escuros com proteção UV -A exposição prolongada à luz solar pode favorecer degenerações na retina e mácula. Escolha um óculos com filtro UV 100% 
  • - Evite fumar.  O cigarro aumenta o risco de degeneração macular relacionada à idade (DMRI) e doenças vasculares da retina. Use óculos de proteção em esportes ou trabalhos de risco.
  • - Mantenha níveis de glicose, pressão arterial e colesterol sob controle.



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domingo, 18 de maio de 2025

5 sinais silenciosos da doença renal crônica que não deve ignorar

 

Entenda por que fadiga, coceira e inchaço podem ser os primeiros sintomas de que seus rins precisam de atenção.








A Doença Renal Crônica (DRC) é uma condição progressiva e muitas vezes não apresenta sintomas em seus estágios iniciais, o que dificulta o diagnóstico precoce. Para Bruno Zawadzki, nefrologista e diretor médico da DaVita Tratamento Renal, "muitas pessoas associam a doença renal a sintomas evidentes, como dor lombar ou alterações na urina, mas os sinais iniciais podem ser sutis e facilmente atribuídos a outras causas”.

Abaixo estão os cinco sinais que exigem atenção:

1. Fadiga e cansaço incomum 

A redução na produção de eritropoietina — hormônio responsável pela produção de glóbulos vermelhos — pode levar à anemia, causando exaustão mesmo após repouso. "Pacientes relatam cansaço extremo, mas raramente suspeitam de problemas renais. Esse é um alerta para investigar a saúde dos rins", explica Dr. Zawadzki.

2. Alterações na urina 

Urina espumosa (sinal de proteína na urina), aumento da frequência urinária — principalmente à noite — ou redução no volume podem indicar mau funcionamento dos rins.

3. Inchaço nas extremidades e ao redor dos olhos 

A retenção de líquidos devido à incapacidade dos rins de filtrar adequadamente resulta em edema, especialmente em pés, tornozelos e região ocular. O inchaço pode não estar necessariamente ligado ao consumo de sal; pode ser um sinal de que os rins estão sobrecarregados.

4. Coceira constante e pele ressecada 

O acúmulo de toxinas no sangue, como fósforo e ureia, pode causar prurido intenso. Pacientes chegam a descrever uma coceira que não melhora com hidratantes. Isso reflete desequilíbrios minerais associados à doença renal.

5. Pressão arterial elevada  

A relação entre hipertensão e DRC é maior do que pensamos: rins danificados não regulam a pressão, e a pressão alta acelera a perda de função renal. "Controlar a pressão é essencial para preservar os rins. Muitos só descobrem a doença renal durante investigações de hipertensão resistente", ressalta.

O nefrologista recomenda: 

Dr. Zawadzki enfatiza a importância da prevenção: "Exames de sangue e urina simples, como dosagem de creatinina e pesquisa de proteína, podem detectar alterações precoces. Quem tem diabetes, hipertensão ou histórico familiar deve realizar check-ups anuais". A detecção precoce permite intervenções que retardam a progressão da doença, melhorando qualidade de vida.



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Hábito pode aumentar risco de demência em 43%, revela estudo

  Um estudo conduzido por pesquisadores da China concluiu que o consumo elevado de açúcar ao longo da vida poderá contribuir de forma signif...