sexta-feira, 22 de novembro de 2024

Câncer: 10 sinais silenciosos que podem salvar vidas se você agir logo

 

Medo de ir ao médico, falta de informação ou pura negligência podem ser fatais.




Câncer: a palavra que assusta e gera pânico. Mas, desde a década de 1970, a taxa de sobrevivência triplicou, principalmente devido ao diagnóstico precoce. A grande verdade é que a maioria dos tumores é tratável com sucesso quando detectada em fase inicial.

O problema? Ignoramos os sintomas. Medo de ir ao médico, falta de informação ou pura negligência podem ser fatais.

Um estudo da Cancer Research UK revela que mais da metade dos britânicos já apresentou sintomas de câncer, mas apenas 2% associaram-os à doença. Mais de um terço ignorou os sinais e não procurou ajuda médica.

A BBC compilou uma lista com 10 sinais gerais de câncer que, segundo a American Cancer Society, você jamais deve ignorar:

1. Perda de peso inexplicada: Emagrecer sem motivo aparente pode ser um sinal de alerta, principalmente se for mais de 5kg. Câncer de pâncreas, estômago, esôfago e pulmão são exemplos.

2. Febre: Frequente em pacientes com câncer, a febre pode ser um sintoma precoce de leucemia ou linfoma.

3. Cansaço extremo: Fadiga persistente que não melhora com o repouso pode indicar câncer, especialmente leucemia.

4. Alterações na pele: Manchas que crescem, doem ou sangram, além de escurecimento, vermelhidão, coceira e crescimento excessivo de pelos, podem ser sinais de diferentes tipos de câncer.

5. Mudanças na função miccional: Constipação, diarreia, sangue na urina ou alterações na frequência urinária podem estar relacionadas ao câncer de cólon, bexiga ou próstata.

6. Feridas que não cicatrizam: Pequenas feridas que não cicatrizam em mais de quatro semanas ou alterações na boca que persistem exigem atenção médica.

7. Sangramento: Tossir sangue (pulmão), sangue nas fezes (cólon ou reto), sangramento vaginal (cervical ou endometrial), sangue na urina (bexiga ou rim) e secreção sanguinolenta no mamilo (mama) são sinais que não devem ser ignorados.

8. Caroços ou rigidez: Nódulos nas mamas, testículos, gânglios linfáticos ou outros tecidos moles do corpo podem ser um sinal de câncer.

9. Dificuldade para engolir: Indigestão persistente ou dificuldade para engolir podem indicar câncer de esôfago, estômago ou faringe.

10. Tosse ou rouquidão persistente: Tosse por mais de três semanas ou rouquidão podem ser sinais de câncer de pulmão, laringe ou tireoide.

Lembre-se: o diagnóstico precoce é crucial para o sucesso do tratamento do câncer. Se você apresentar qualquer um desses sintomas, procure um médico o mais rápido possível.

FONTE DE PESQUISA:  https://www.noticiasaominuto.com.br/lifestyle/

sexta-feira, 15 de novembro de 2024

Tireoide em alerta: Identifique sinais da doença no rosto

 

  Fique atento a isto e evite o pior.









Rosto Inchado? Pode ser um sinal de disfunções da tireoide, como hipotiroidismo. Para evitar que isso aconteça, há sinais de alerta que você não deve ignorar.

Hipotiroidismo é uma doença crônica. 

Estima-se que 3% da população sofra dessa condição, mas 'afeta muito mais as mulheres do que os homens, especialmente a partir dos 30 anos', como mencionado no blog do grupo português Lusíadas. Surge quando a glândula tireoide não produz hormônios suficientes para o funcionamento normal do organismo, pois 'os hormônios tireoidianos regulam a energia do corpo' e pode ser causado pela falta de iodo na dieta. No entanto, a tiroidite autoimune é a causa mais comum.

O que talvez você não saiba é que 'pode afetar todos os órgãos do organismo', uma vez que eles dependem do hormônio tireoidiano para funcionar adequadamente. 'Em situações extremas, até mesmo o coração começa a funcionar mais devagar'.

De acordo com o Sistema Nacional de Saúde britânico (NHS), "os sintomas tendem a se desenvolver lentamente e os pacientes podem nem perceber que têm um problema por vários anos."

Confira abaixo os sintomas aos quais você deve estar atento, de acordo com o NHS:

Fadiga
Intolerância ao frio
Fraqueza muscular
Obstipação
Depressão
Dificuldade de concentração
Perda de memória
Queda de pelos no corpo, couro cabeludo e sobrancelhas
Rouquidão
Dor ao engolir
Falta de libido (desejo sexual)
Irritação nos olhos
Falta de ar

Além dos sintomas mencionados, é importante ressaltar que o hipotiroidismo também pode causar ganho de peso inexplicável, pele seca, unhas frágeis, menstruação irregular e alterações no humor. É fundamental buscar orientação médica caso você apresente alguns desses sinais de alerta."

A detecção precoce e o tratamento adequado do hipotiroidismo são essenciais para minimizar os impactos na saúde. Um médico endocrinologista é o profissional mais indicado para fazer o diagnóstico correto e prescrever o tratamento adequado, que geralmente envolve a reposição hormonal.

Além disso, é fundamental adotar uma alimentação equilibrada, rica em nutrientes essenciais, incluindo alimentos fontes de iodo, como peixes marinhos e produtos lácteos. Evitar o consumo excessivo de alimentos processados e industrializados, que tendem a ser ricos em sódio, também é recomendado para evitar a retenção de líquidos e o agravamento do inchaço facial.

Lembre-se de que a informação e a conscientização são importantes aliadas no cuidado com a saúde. Fique atento aos sinais do seu corpo e não hesite em buscar ajuda profissional para um diagnóstico preciso e um tratamento adequado.


FONTE DE PESQUISA:     https://www.noticiasaominuto.com.br/lifestyle/

sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

Compulsão alimentar: como identificar?

 


Dr. Sérgio Pistarino, especialista no tratamento da compulsão alimentar, identifica algumas características da doença.





Comer compulsivamente e pensar em comida o tempo todo são um dos sintomas que afetam milhares de brasileiros:  O Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica (TCAP). Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 4,7% da população brasileira sofre com esses distúrbios, principalmente jovens mulheres.

O distúrbio é caracterizado por uma necessidade incontrolável de consumir uma grande quantidade de alimentos em um curto espaço de tempo. Essa ingestão ocorre mesmo sem a presença de fome ou necessidade física do alimento. Além desses indícios, ainda podem ser destacados o hábito de comer escondido, mesmo quando há ausência de fome, ou por comer excessivamente com sentimento de culpa após a alimentação.

Para o médico especialista em compulsão alimentar, Dr. Sérgio Pistarino, as pessoas confundem muito o termo “gula” com a compulsão. “Pode acontecer de, em alguns momentos, existirem exageros alimentares de forma descontrolada, mas que por si só não apresentam um diagnóstico. É comum às vezes exagerar em ocasiões como um churrasco, ou pizza, porém são situações pontuais”, explica.

Geralmente os quadros de transtornos compulsivos estão relacionados a repercussão emocional e acaba tendo a comida como válvula de escape. O médico também explica que para ser caracterizado como compulsão, tem que ter uma frequência, por exemplo, de três a quatro episódios por mês. "Isso pode acontecer em um estado de ansiedade, depressão, ou síndrome de burnout", comenta o especialista.

Sintomas da compulsão alimentar

Dr. Sérgio Pistarino identifica três principais pilares da doença:

·        Quantidade de comida- Para o especialista é importante observar a quantidade de comida que a pessoa coloca no prato;

Descontrole- Você consegue observar o que está comendo? Existe uma briga interna com o que devo, ou não comer? Caso sim, é preciso sinal de alerta.

·        Culpa- Sentimento de culpa por comer de forma exagerada.

Independente do caso, o diagnóstico é feito por um médico especialista. “Cada paciente tem um perfil e uma rotina diferente. As estratégias alimentares são um complemento”, diz o especialista. Sendo assim, os tratamentos devem ser analisados por uma equipe médica multidisciplinar, com a colaboração de psiquiatras, psicólogos e nutricionistas.

“Procurar ajuda é essencial para identificar os fatores, e deve ser tratada o quanto antes para não prejudicar a saúde mental e física”, complementa.

Na clínica High Five Health, contamos com especialidades da saúde, medicina, nutrição, educação física e psicologia, com a missão de ajudar a melhorar a saúde de cada pessoa com diagnóstico de compulsão alimentar”, finaliza.


Fonte de Pesquisa: https://www.noticiasaominuto.com.br/lifestyle/


quarta-feira, 23 de novembro de 2022

Carne criada em laboratório é segura para comer, diz órgão dos EUA

 

"A FDA está comprometida em apoiar a inovação no fornecimento de alimentos", aponta o comunicado do órgão norte-americano. A expectativa é de que o aval da FDA dê impulso à indústria de carne cultivada.




A Food and Drug Administration (FDA, equivalente à Anvisa nos Estados Unidos) avaliou como seguro para alimentação humana, pela primeira vez, o consumo de carne cultivada a partir de células e sem matar animais. A análise foi sobre o produto de frango cultivado da Upside Foods, da Califórnia.

"A FDA está comprometida em apoiar a inovação no fornecimento de alimentos", aponta o comunicado do órgão norte-americano. A expectativa é de que o aval da FDA dê impulso à indústria de carne cultivada.

Na prática, a Upside Foods ainda tem muitos obstáculos a superar, incluindo as inspeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, antes de poder vender seus produtos.

Para o presidente do Good Food Institute, um centro de estudos sem fins lucrativos com foco na expansão da carne cultivada e baseada em vegetais, Bruce Friedrich, a aprovação da FDA é um marco para o futuro dos alimentos.

"A carne cultivada estará disponível em breve para os consumidores nos EUA que desejam que seus alimentos favoritos sejam produzidos de modo mais sustentável, com a produção exigindo uma fração da terra e da água da carne convencional quando produzida em escala", afirmou ele.

Uma das maiores críticas à pecuária em relação ao meio ambiente é a quantidade de gás metano emitida pelo gado.

A concentração de metano, um dos responsáveis pelo efeito estufa, atingiu níveis recordes, segundo relatórios feitos pela Organização das Nações (ONU) divulgado neste mês. Estratégias para reduzir essa poluições têm sido discutidas na Cúpula do Clima (COP-27), em Sharm el-Sheik, no Egito.

Concorrente da Upside Foods, a start-up Eat Just foi a primeira a receber autorização para comercializar carne artificial em Singapura, em 2020. Em maio deste ano, ela fechou acordo com uma fabricante de equipamentos para desenvolver tanques gigantes onde pretende produzir frango e carne bovina em larga escala.

Enquanto esperam poder servir carne de laboratório para os humanos - o que ainda é muito complicado, além de caro - , outras empresas querem conquistar o mercado de alimentos para animais de estimação, a priori menos difícil de satisfazer do que a seus donos.

Em países como Holanda, Portugal e Espanha, diferentes iniciativas também tentam produzir carne cultivada em células para atender à demanda de consumidores que rejeitam a ideia de sacrificar animais para se alimentar. 

(COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)


     Fonte de Pesqisa: https://www.noticiasaominuto.com.br/

quinta-feira, 10 de novembro de 2022

Sete motivos para você devorar duas fatias de abacaxi por por dia

 


O abacaxi contém bromelina, uma substância que ajuda a lutar contra as inflamações



abacaxi além de ser delicioso, também é extremamente rico nutrientes. 


Consumido na quantidade certa esta fruta pode oferecer inúmeros benefícios para a saúde. De acordo com o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS), a dose diária recomendada de abacaxi são duas fatias. Em função dos seus compostos, o alimento tropical ajuda a manter a saúde e ajuda na prevenção de doenças.

Veja sete benefícios que comer abacaxi oferece ao corpo humano: 

1. Diminuição da inflamação

O abacaxi contém bromelina, uma substância que ajuda a lutar contra as inflamações. Isso ajuda a diminuir o inchaço, a dor e acelera o processo de cura de feridas. Além disso, ajuda a eliminar as células 'más'. Por ajudar a regenerar os tecidos  é muitas vezes aplicado em lesões de atletas.

2. O coração funciona melhor

A vitamina C do abacaxi protege o organismo de problemas vasculares e ajuda na produção de colágeno nos ossos, músculos e vasos sanguíneos.

3. Ajuda a emagrecer

Por conter bastante água, o abacaxi é um excelente diurético e, consequentemente, um bom aliado para o corpo, ajudando a diminuir a retenção de líquidos. O consumo de abacaxi diminui a vontade de comer doces, sendo como tal muito indicado para quem deseja perder peso. Recomenda-se consumir duas fatias da fruta com canela em pó logo de manhã. 

4. Contribui para a preservação da memória

As substâncias presentes na fruta atuam diretamente nos nossos neurotransmissores, promovendo a melhoria da renovação celular, e desse modo preservando a memória e prevenindo doenças neuro-degenerativas como o Alzheimer. 

5. Auxilia no controle do colesterol e triglicerídeos

O abacaxi é um ótimo remédio natural para diminuir os níveis de colesterol, pois ajuda a normalizar esta dislipidemia no sangue por ser rico em fibras solúveis que melhoram o trânsito intestinal e diminuem a captação do colesterol proveniente da alimentação. Além disso, por possuir fibras solúveis que ajudam a reduzir a concentração de gordura na corrente sanguínea, contribui para baixar os valores de triglicerídeos no sangue.

6. Prevenção do risco de AVC

O abacaxi contém muito potássio, que ajuda a reduzir a pressão sanguínea e ajuda a prevenir acidentes vasculares cerebrais.

7. Conserva a juventude por mais tempo

Esta fruta é riquíssima em manganês, que protege as células do corpo dos radicais livres, que destroem as células e aceleram o envelhecimento da pele dos órgãos.


 Fonte de Pesqisa: https://www.noticiasaominuto.com.br/


quarta-feira, 2 de novembro de 2022

Evitar comer entre refeições ajuda a emagrecer, confirma especialista

 

Leia as recomendações que Tim Spector, professor e especialista em epidemiologia genética, partilhou com o DailyMail.




Existem muitas dicas e conselhos que, supostamente, o podem ajudar a perder peso, mas nem todos foram comprovados pela ciência. No entanto, ao DailyMail, Tim Spector, professor e especialista em epidemiologia genética, confirmou que, por exemplo, evitar comer entre refeições é uma forma fácil de perder peso. 

Ao jornal, o especialista realça que "se as pessoas estão preocupadas com a sua saúde e peso, o melhor é evitar comer entre as refeições". 

Isto comprova-se, especialmente, quando se analisa os níveis de obesidade nos países que seguem uma dieta mediterrânica, e se comparam com os do Reino Unido, acrescenta. É que, no geral, estas pessoas "não fazem lanches entre as refeições. O conceito de que as pessoas sofrerão se não comerem algo às 11h00 e às 16h00 é estranho e recente"

Além disto, ao jornal, o especialista também afirma que existem vários estudos onde é confirmado que "fazer pequenos lanches, entre as refeições, não arruína o apetite" para as outras refeições, mas quando se aposta em alimentos processados, como biscoitos e batatas fritas, é provável que fique com fome e até coma mais, acrescenta.

Aliás, o especialista afirma ainda que a pior hora do dia para lanchar é à noite", altura em que muitas pessoas "fazem uma ceia extra com alimentos batatas fritas, bolo, sorvetes ou chocolate quente".

Se estiver com muita fome, o professor recomenda que aposte em fruta, acompanhada de frutos secos, uma opção muito mais prática e saudável. 


       Fonte de Pesqisa: https://www.noticiasaominuto.com.br/

segunda-feira, 24 de outubro de 2022

Pandemia pode levar a aumento de transtornos mentais, diz especialista

 

Fatores de estresse ambiental agravaram quadro em grandes centros.





Os transtornos mentais são consequência de uma vulnerabilidade biológica herdada pelo ser humano, da influência que existe dentro das famílias e dos fatores ambientais, disse o professor Jair Mari, do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ao participar hoje (6) do 39º Congresso Brasileiro de Psiquiatria, em Fortaleza. 
 
Com a pandemia, os fatores de estresse ambientais tornaram-se muito mais importantes, principalmente nos grandes centros urbanos. “Porque nós vivemos um momento de reclusão, de afastamento, de ameaça, de mortes. Várias situações inusitadas. Costumamos dizer que foi um dos maiores experimentos psicológicos que a humanidade já enfrentou”, afirmou Mari.

Na interação entre fatores biológicos e ambientais, com o peso pendendo para o crescimento dos fatores ambientais, é esperada uma epidemia de transtornos mentais, disse o professor, em entrevista à Agência Brasil. Segundo Mari, os problemas mais emergentes envolvem várias situações, e os transtornos mentais já estavam entre as condições em que normalmente havia crescimento da sobrecarga das doenças.

“Enquanto se tem condições, como câncer e doenças cardiovasculares, que estão reduzindo a incapacitação, mesmo antes da pandemia, a incapacitação relacionada com os transtornos mentais e, em particular a depressão, já estavam aumentando”, disse o psiquiatra. Por isso, essa sobrecarga, “muito provavelmente”, tende a aumentar ainda mais. São esperados vários transtornos mentais relacionados com o que aconteceu e que tenderão a crescer, acrescentou.

Adolescentes

Com o confinamento, os adolescentes, que necessitam do contato social, do apoio dos pais, passaram a usar a mídia social com mais intensidade, o que trouxe riscos, como o sex bullying, a rejeição virtualmente imaginada ou real e sanções dentro de um grupo. O professor lembrou que, para um adulto, dois anos passam mais rapidamente do que para adolescentes, para os quais aquele período é importante na definição da sexualidade, da profissão futura e no reconhecimento que os pares têm deles. A covid-19, porém, mudou totalmente o contato com as pessoas. Para eles, o período da covid-19 foi marcante e trouxe consequências.

Cresceu muito o uso da internet, de videogames, houve adição à internet, transtornos associados com a adição à internet. De acordo com Mari, são elementos que já vinham aparecendo, e os problemas foram acentuados com a pandemia. Os adolescentes ficaram muito ligados à internet, e veio também a questão do contágio social. Um exemplo foi a divulgação de notícias nas escolas, como massacres, que rolam rapidamente entre os alunos, ou mesmo cópia de movimentos como anorexia nervosa e violência. “Esse contágio muito maior do que nas nossas épocas de mídias sociais também traz algo importante em termos de saúde mental”, afirmou.

Mari destacou ainda a vulnerabilidade dos adolescentes ante o tédio e a solidão. “Antes da pandemia, os dados já denotavam uma frequência elevada de solidão, que é a porta de entrada para um estado de ansiedade importante, para um estado de depressão. E estamos notando que, nessa população, está havendo aumento importante de estados de ansiedade, de depressão e de solidão.

Crianças

Outra consequência da pandemia foi o fechamento das escolas, que levou as crianças à perda de tempo de aprendizado, de leitura e de matemática, entre outras disciplinas. “Sabemos que elas têm um atraso de desenvolvimento nessas áreas, mas não sabemos o quão recuperável ele vai ser”, ressaltou Jair Mari.

Para o psiquiatra, isso pode acentuar um impacto no desenvolvimento das crianças, em especial as de classes sociais mais desfavorecidas, de escolas públicas, que não têm muito estímulo ou condições para continuar estudando no formato online.

Com isso, acentua-se mais um fator de desigualdade social importante no país, e essa desigualdade social está fortemente relacionada com transtornos sociais, como ansiedade e depressão. “Não sabemos o impacto que esse atraso trará no desenvolvimento das crianças. Já foi percebido que muitas crianças e adolescentes abandonaram a escola. E, quando não existe inclusão dessa parcela da população, pode haver aumento de transtornos mentais.”

Idosos

Outro grupo vulnerável é o dos idosos que, na grande maioria, não têm domínio da internet, nem das novas tecnologias, e ficaram mais afastados das pessoas, reduziram a atividade física, aumentaram o nível de estresse, de solidão. O professor disse que pode haver grande impacto na vida dessas pessoas, com aumento da solidão e, mesmo de casos de demência, por causa da falta de estímulos cognitivos, de leitura e de compartilhamento.

Mari mencionou ainda mudanças provocadas pela pandemia nas famílias, com aumento de divórcios e construção de novos núcleos familiares, levando os mais velhos a um isolamento maior, que também propicia o desenvolvimento de transtornos mentais.

Na população em geral, há os efeitos do vírus em si, que traz consequência cognitiva importante, a chamada covid longa, que é a perda de paladar, olfato, o impacto que o vírus pode ter trazido entre um grupo de pessoas na parte cognitiva, de memória, exigindo reabilitação dessa área, alguns com fadiga intensa e outros com o fenômeno do branco cerebral ou apagão cerebral. “Aí, a pessoa perde toda a capacidade de processamento da linguagem, de raciocínio e também preocupa, porque está deixando de exercer sua capacidade funcional, laboral, afetiva. Nós temos aí vários ingredientes nas crianças, nos adolescentes, nas pessoas adultas e nos idosos que nos levam a imaginar que teremos, sim, uma consequência importante na área da saúde mental”.

Aspectos positivos

Jair Mari destacou que, de positivo, ocorreu a aceitação de que não somos invulneráveis. “Somos seres humanos vulneráveis, saúde mental faz parte da saúde geral e é algo relevante para se cuidar. Está se abrindo uma perspectiva de olhar para esses problemas de forma menos preconceituosa, mais inclusiva”. Este é o ponto positivo, afirmou.

O que se deve fazer então, questionam as pessoas. É preciso identificar precocemente os problemas, ampliar o treinamento de profissionais capazes de dar o tratamento psicológico necessário, expandir a parte de acolhimento, assistência a terapias breves, fazer uso benigno das tecnologias, usar a telemedicina, o atendimento online, evitando que as pessoas gastem dinheiro em transporte e beneficiando a população socioeconômica mais vulnerável.

Políticas

O professor da Unifesp salientou a necessidade de políticas para inclusão de todas as adversidades humanas, desde os transtornos mentais até os problemas de gênero, de raça, de modo a tornar a sociedade mais inclusiva, oferecendo melhores condições de habitação, saneamento e educação, para reduzir o risco de a pessoa desenvolver transtorno mental. “É preciso entrar com políticas eficazes para cuidar dos adolescentes, de modo a evitar comportamentos de contágio de violência, de bullying, de sex tape (gravação de ato sexual), identificar esses problemas e agir.”

Mari recomendou também ações para combater o uso de drogas e o tédio na adolescência, estimulando nas escolas aulas de arte, como teatro, e de esporte. Ele lembrou também o quanto é importante para uma criança vestir uma camisa e uma meia do time de futebol. Com isso, há integração entre as pessoas. Essas iniciativas evitam os problemas emergentes, disse o professor.

No caso dos idosos, Mari sugeriu que se procure saber se estão desenvolvendo uma depressão importante e que se busque a integração destes em redes de saúde, promovendo saúde e diversão, e cuidar do ambiente. “A pandemia também mostrou o quanto o ambiente é importante. As pandemias surgem por causa desse desequilíbrio. É importante preservarmos a floresta e buscarmos menos consumo, uma sociedade com consumo responsável, com reutilização, a chamada economia circular, e evitar o consumismo. A pandemia nos alertou para várias questões futuras que a humanidade deve olhar com mais cuidado”, concluiu o professor.


       Fonte de Pesqisa: https://www.noticiasaominuto.com.br/

Hábito pode aumentar risco de demência em 43%, revela estudo

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