quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Coronavírus: 16% dos doentes só manifestam sintomas gastrointestinais

 

Os sintomas mais comuns referentes ao sistema digestivo e associados à infeção pelo novo coronavírus incluem náuseas, falta de apetite, diarreia, vômitos e dor abdominal.



Uma meta-análise realizada por pesquisadores da Universidade de Alberta, no Canadá, que consistiu na revisão de 36 estudos, acerca dos sintomas da Covid-19, apurou que 16% dos pacientes infectados com o novo coronavírus podem manifestar apenas sinais gastro intestinaisda patologia, nomeadamente um em cada seis indivíduos, conforme explica um artigo publicado na revista Galileu.

Os dados apurados foram inicialmente divulgados na revista científica Abdominal Radiology.

Segundo a pesquisa, náuseas, falta de apetite, diarreia, vômitos e dor abdominal são os principais elementos associados a esses sintomas gastrointestinais.

"Há uma quantidade crescente de literatura que aponta que a sintomatologia abdominal é um indicador comum de Covid-19", afirma Mitch Wilson, radiologista e professor clínico da Faculdade de Medicina e Odontologia da Universidade de Alberta.

Os pesquisadores salientam que os radiologistas abdominais têm consequentemente de permanecer em estado de alerta.

A meta-análise sugere ainda o que esses profissionais de saúde devem procurar durante a realização dos exames, nomeadamente a inflamação do intestino delgado e grosso, ar no interior da parede intestinal (pneumatose) e perfuração intestinal (pneumoperitônio). Estes sintomas considerados raros, podem ser um indicador de casos graves e avançados da Covid-19.

"Podem ser de uma variedade de causas potenciais. Mas uma dessas causas potenciais é a infecção do vírus e, num ambiente onde a Covid-19 é bastante prevalecente, é algo a considerar e levantar como uma possibilidade para o médico de referência", conclui Wilson.

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terça-feira, 20 de outubro de 2020

Alimentação saudável e hidratação previnem doenças gastrointestinais

 

No Dia Mundial da Alimentação, especialista reforça medidas básicas para evitar doenças no sistema gastrointestinal.






Com a passagem do dia Mundial da Alimentação, comemorado (16 de Outubro), a gastroenterologista do Hospital Brasília Zuleica Barrio destaca a importância de uma dieta balanceada, rica em fibras e líquidos para a boa saúde do sistema gastrointestinal.

“Grande parte das doenças gastrointestinais tem relação direta com erros alimentares, tanto o consumo excessivo de alimentos gordurosos industrializados como de carboidratos, presentes nas massas, refrigerantes e doces”, explica.

Distúrbios como gastrite, prisão de ventre, diarreia, intoxicação alimentar e alguns tipos de câncer podem ter relação direta com a má alimentação. De acordo com a médica, essas doenças são, na maioria das vezes, tratadas com a mudança dos hábitos alimentares, introduzindo medicamentos apenas quando a condição é mais grave.

“Quando há constipação intestinal, comumente chamada de ‘intestino preso’, é importante o aumento do consumo de água e de alimentos ricos em fibras, como as verduras, legumes e algumas frutas”, recomenda.

Barrio ainda ressalta que a hidratação e alimentação saudável é essencial para a prevenção de qualquer doença gastrointestinal.

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sábado, 10 de outubro de 2020

Outubro Rosa alerta para prevenção do câncer de mama

 

Mastologista da Maternidade Brasília explica a importância do diagnóstico precoce e das medidas para prevenção da doença.





A chegada de Outubro marca a campanha contra uma doença que assola milhares de mulheres no mundo: o câncer de mama. De acordo com o mastologista da Maternidade Brasília Alexandre Bravin a prevenção e o diagnóstico precoce são os principais aliados das mulheres de todas as idades.

“Com exames precoces, podemos fazer a detecção das lesões menores e isso traz uma repercussão positiva muito importante. Com uma lesão pequena, a paciente que precisar fazer cirurgia terá um trauma menor. Dependendo do tamanho do e do tipo de tumor, a quimioterapia também pode ser dispensada”, informa o médico.Bravin explica que, para a população em geral, a idade ideal para começar a realizar exames de imagem é a partir dos 40 anos. 

Entretanto, pessoas com casos de câncer na família, como mãe, pai ou irmãos, devem iniciar a detecção, com mamografias, 10 anos antes da idade da pessoa que teve a doença na família.A pediatra da Maternidade Brasília Sandi Sato lembra que amamentar é uma forma de prevenir o câncer de mama. “As mulheres que amamentam têm probabilidade estatística menor de desenvolver a neoplasia mamária. Além do benefício para o bebê, a mãe também é recompensada”, ressalta.

Sato acrescenta “que o aleitamento é um aliado a uma alimentação saudável, prática de atividade física e consultas regulares, o aleitamento materno é considerado um dos pilares na prevenção do câncer de mama”.Este ano, o Ministério da Saúde aderiu à campanha da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), que tem como lema "Quanto antes melhor". A proposta visa a alertar as mulheres para a adoção de melhores hábitos e um estilo de vida mais saudável.

O alerta fica ainda mais relevante em um período em que as mamografias foram reduzidas em virtude da pandemia.Alexandre Bravin ressalta que a prática de atividades físicas, alimentação saudável e checkup frequente auxiliam na prevenção de qualquer doença, em especial o câncer de mama. “As mulheres precisam voltar aos consultórios médicos para fazer os exames”, reforça o especialista. Para ele, “o tema deste ano é importantíssimo. Quanto antes o câncer for detectado, mais vida e mais qualidade de vida podemos garantir às mulheres”.Confira os possíveis sinais e sintomas do câncer de mama, de acordo com o Ministério da Saúde:

Alterações no tamanho ou forma da mama;Nódulo único e endurecido;Vermelhidão, inchaço, calor ou dor na pele da mama, mesmo que não haja presença de nódulo;Nódulo ou caroço na mama que esteja sempre presente e não diminua de tamanho;Sensação de massa ou nódulo em uma das mamas;Sensação de nódulo aumentado na axila;Espessamento ou retração da pele ou do mamilo;Secreção sanguinolenta ou serosa pelos mamilos;Assimetria entre as duas mamas;Presença de retração na mama, como se fosse um afundamento de uma parte da mama;Endurecimento da pele da mama, semelhante a casca de laranja;Coceira frequente na mama ou no mamilo;Formação de crostas ou feridas na pele junto do mamilo;

Inversão do mamilo;Inchaço do braço; Dor na mama ou mamilo.

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quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Pesquisadores investigam questões ligadas à ciência dos sonhos

 

Cientistas integram o Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão em Neuromatemática, na Universidade de São Paulo


pesquisadora e neurocientista Natalia Mota, do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), é uma das autoras do estudo publicado na PLOS One que confirmou que os relatos de sonhos ocorridos durante o estágio de sono REM (do inglês Rapid Eye Movement; em tradução livre, “Movimento Rápido dos Olhos”) tendem a ser mais complexos e conectados que os do sono não REM.

A neurocientista integra o Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão em Neuromatemática (NeuroMat), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) na Universidade de São Paulo (USP).

Vale lembrar que o sono é dividido basicamente em quatro estágios. Os dois primeiros (N1 e N2) ocorrem quando a pessoa está saindo do estado de vigília e geralmente tem sonhos curtos, embora muitas vezes intensos para a transição do sono. O estágio seguinte é o chamado sono de ondas lentas (N3), em que praticamente não há sonho algum. Já no estágio N4 – também conhecido como sono REM, que se caracteriza pelos movimentos repetitivos dos olhos –, o sonho tende a ser mais expressivo, com conexões e princípio, meio e fim.

“Já existe todo um conhecimento sobre a ciência dos sonhos a partir de ferramentas objetivas em que julgadores humanos eram treinados para ler relatos oníricos e avaliar quão complexos, bizarros ou conectados eles eram. Sabe-se que os sonhos do sono REM são mais longos e, inclusive, mais parecidos com filmes. Automatizar esse processo de análise, como fizemos no estudo, permitiu pela primeira vez fazer uma avaliação quantitativa dessa diferença estrutural”, explica à Agência Fapesp o neurocientista Sidarta Ribeiro, que também integra o NeuroMat.

“Desenvolvemos uma ferramenta que é capaz de analisar um volume grande de dados de modo rápido, sem vieses subjetivos ou até de linguagem, pois pode ser utilizada em qualquer idioma”, completa.

Análises

No estudo, os pesquisadores analisaram os relatos oníricos, palavra por palavra, utilizando a teoria dos grafos – campo da matemática que estuda as relações entre os objetos de um determinado conjunto.

“Não se trata de uma análise semântica, de significado das palavras. Não estamos lidando com o que foi dito, mas com a maneira como foi dito. Isso permite uma infinidade de análises futuras sobre compreensão do sonho em diferentes culturas e países”, afirma Mota à Agência Fapesp.

Por meio da teoria dos grafos, os pesquisadores analisaram 133 relatos de sonhos obtidos de 20 voluntários, que foram despertados em diferentes fases do sono, principalmente nos estágios REM, onde ocorre maior registro de sonhos, e no N2 (não REM), que não produz tantos relatos oníricos.

Acordados, os participantes do estudo relataram os sonhos e os arquivos de áudio foram analisados palavra a palavra pelo método de análise dos grafos.

“Esse é o primeiro estudo a demonstrar por meio da teoria dos grafos que os relatos de sonhos REM possuem uma conexão estrutural maior em comparação com os do sono não REM (N2). Ao analisar os grafos, sonhos mais complexos estão associados a maior conectividade e a estruturas de gráfico menos aleatórias. Sem descartar a importância dos métodos tradicionais de análise, esses resultados são importantes, pois indicam que métodos computacionais podem ser aplicados aos estudos do estado onírico”, diz à Agência Fapesp Joshua Martin, primeiro autor do artigo que realizou o estudo como dissertação de mestrado defendida junto ao programa de Psicobiologia da UFRN.

Ferramenta

O estudo de Martin foi orientado por Ribeiro e Mark Solms – pesquisador da Universidade da Cidade do Cabo (África do Sul) e o primeiro a demonstrar, em estudos anteriores, que o sonho não ocorre apenas no sono REM.

“Até o início do século XXI, havia a premissa de que o sonho ocorre apenas no sono REM, que nem era preciso estudar sonhos: estudava-se o sono REM e pronto. Hoje já se sabe que sonhamos durante a noite tanto nos estágios REM quanto nos não REM, embora em graus variáveis”, observa Ribeiro.


Um dado importante do estudo é que, por se tratar de uma colaboração internacional, os relatos foram colhidos de voluntários na África do Sul e analisados no Brasil, o que reforça essa o caráter global de aplicação da ferramenta para estudos sobre sonhos.

“Os resultados apontam que a ferramenta consegue identificar essa diferença de complexidade entre as fases do sono em termos de qualidade dos sonhos. Não são diferenças que dependam do significado, trata-se de diferenças na forma como a pessoa se comunica. Isso é extremamente importante para sairmos do viés do idioma”, explica Mota.

A pesquisadora explica que a variação está na organização da fala. “O que nos leva para um questionamento que vai além do significado das palavras. Por mais que o sonho seja bizarro, que tenha conteúdos ou não, o que importa é a maneira como o indivíduo organiza essa memória e a relata. O que vimos é que a forma como o sujeito conta um sonho de sono REM é muito mais complexa e mais cheia de informações conectadas”, afirma.

Os pesquisadores afirmam que a ferramenta surge como uma alternativa promissora para ampliar o conhecimento que temos sobre os sonhos. “Ela pode ser muito útil para uma análise ampla de relatos de sonhos em todo o mundo, como, por exemplo, os do repositório on-line Dream Bank, que atualmente contém mais de 20 mil relatos”, diz Martin.

Com informações da Fapesp e Governo do Estado de São Paulo.

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quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Más notícias! Quatro alimentos deliciosos que desaceleram o metabolismo

 


Está engordando e não sabe porquê?

 Se por um lado, determinados alimentos são nossos 'amigos' e aceleram o metabolismo (proteínas, legumes, chás, etc), contribuindo para nos mantermos saudáveis, com um peso apropriado e em forma; por outro lado, outros podem ser prejudiciais para o ótimo funcionamento do organismo, estimulando o aumento de peso e o desenvolvimento de doenças como a obesidade, diabetes ou hipertensão. 

Grãos refinados

Os grãos refinados não tem valor nutricional e são abundantes nas chamadas calorias vazias. Alimentos como pão branco, bolachas ou bolos. Geralmente estes produtos também contêm quantidades elevadas de açúcar refinado, sódio, glúten, amido de milho, conservantes sintéticos e ácido fítico, que desaceleram o metabolismo.

Adicionalmente, o médico aponta que a farinha branca tem pouca ou nenhuma fibra, o que é igualmente prejudicial para o funcionamento do organismo.

Refrigerantes

Ingerir refrigerantes pode provocar 'síndrome metabólica', sobretudo em pessoas com predisposição de sofrer de diabetes ou doenças coronárias. 

O xarope de milho rico em frutose, presente nestas bebidas, pode causar obesidade. Já os adoçantes artificiais prejudicam a saúde.

Salgados

Fritos em óleo vegetal processado são danosos para a saúde e afetam negativamente o funcionamento do metabolismo.  

Normalmente são ainda abundantes em amidos, glúten e hidratos de carbono vazios, muito sódio e açúcar refinado.

Granola

Surpresa! A verdade é que este alimento aparentemente saudável, levanta várias questões, alerta Pimentel. Inúmeras marcas populares de granola apresentam níveis elevados de açúcar, calorias e grãos processados.

Somente 1/2 xícara de granola pode ter mais de 250 calorias, e não é de todo saciante. A junção de glúten, ácido fítico e mel processado transforma este alimento num potencial inimigo do metabolismo e da saúde como um todo. 

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quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Probióticos e prebióticos: Qual é a diferença?

 

Os probióticos são bactérias benéficas e os prebióticos são alimentos para essas bactérias. 



Atualmente, no universo da nutrição, os probióticos e os prebióticos são conceitos muito importantes. Embora pareçam semelhantes, os dois desempenham papéis diferentes, mas ambos são fundamentais para a saúde humana: 

Probióticos. São bactérias vivas encontradas em certos alimentos ou suplementos. Podem fornecer vários benefícios à sua saúde.

Prebióticos. Estas substâncias vêm de tipos de carboidratos (principalmente fibras) que os humanos não conseguem digerir. As bactérias benéficas no seu intestino comem essa fibra.

As bactérias intestinais, chamadas de flora intestinal, desempenham muitas funções importantes no corpo. Comer quantidades equilibradas de probióticos e prebióticos pode ajudar a garantir o equilíbrio certo dessas bactérias para manter a flora intestinal saudável.<

Alimentos ricos em fibras prebióticas:

  • Legumes, feijão e ervilhas
  • Aveia
  • Bananas
  • Frutos vermelhos
  • Aspargos
  • Folhas de dente-de-leão
  • Alho
  • Cebolas

Alimentos probióticos:

Existem também muitos alimentos probióticos que, naturalmente, contêm bactérias úteis, como o iogurte.Alimentos fermentados são outras ótimas opções, pois contêm bactérias benéficas que se desenvolvem com base no açúcar ou fibra natural dos alimentos.

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quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Este é, sem dúvida, o pior alimento para comer antes de dormir

Pizza, mais especificamente, pizza de pepperoni


É de noite, já jantou, mas a sua barriga continua a roncar. Mas, antes de comer, deve saber que existem alguns alimentos que perturbam muito o sono.

É isso mesmo, além de consumir calorias extra no final do dia, o alimento errado antes de dormir pode levar à indigestão e a uma noite de desconforto.

Mas há um alimento que é o pior para comer antes de dormir - a pizza. Especificamente, pizza de pepperoni. E se gosta de adicionar pimentão ou pimenta vermelha, é ainda pior.

Para as pessoas que já têm um trato gastrointestinal sensível, sabem que nenhuma fatia de pizza está completa sem a sensação de azia. O tempero do pepperoni e a acidez do molho de tomate podem levar a perturbações no estômago.

Além disso, "a combinação de gordura no queijo e a acidez do molho de tomate pode ter um impacto negativo na qualidade do sono", explicou a nutricionista Erin Palinski-Wade, à Eat This, Not That!. "Alimentos ácidos podem desencadear o refluxo ácido, especialmente quando consumidos perto da hora de dormir. Mesmo se não sentir 'azia', esse refluxo pode fazer com que acorde parcialmente do sono e o deixe cansado no dia seguinte".

Além da azia, o elevado teor de gordura no queijo pode causar indigestão.

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Hábito pode aumentar risco de demência em 43%, revela estudo

  Um estudo conduzido por pesquisadores da China concluiu que o consumo elevado de açúcar ao longo da vida poderá contribuir de forma signif...